À madrinha Maria Clara Costa, cantadeira do Raminho

Maria Clara, tem um bom dia,
Meu desejo nesta hora
Em que a tua freguesia
Tem a festa por agora.

Chama lá pela viola
Que cá chamo p'lo violão
E também chega a hora
De chamar a inspiração.

Digo-te, minha madrinha,
Quase há um ano te convidei,
E fico sempre sozinha
Contigo nunca mais cantei.

Sei que é preciso ética
Perante o nosso povo
Tu e eu juntas na América
Cantando para velho e novo.

Se não sabes eu te lembro
Se partilharem da ideia
2ª semana de setembro
Estou cativa à minha aldeia.

Tenho pena que este ano
Penso estares para fora
O peregrino açoriano
Todo quer vir sem demora.

«150 anos de História»
É motivo mais-que-perfeito
Para fixar na memória
Tudo o que por ela é feito.

É freguesia vizinha
Do teu lar de mais carinho
E onde mora a Rainha
Que é também mãe do Raminho.

Adeus ó minha querida,
Podias ser minha filha,
Deus te dê saúde e vida
No cantar que se partilha.

Mando um beijo e um abraço
Porque é assim que se gosta
A quem te teve no regaço
E a tua família Costa.

2012/08/26
Rosa Silva ("Azoriana")

P.S.
Enquanto faltou a luz
Na nossa ilha Terceira
A inspiração me reluz
Para a jovem cantadeira.

Maria tens nome belo
Nem sequer é cousa rara
Mas jamais será singelo
Ao lado dele tem a Clara.

Deu-te clara claridade
Nas cantigas ao feitio
Da nossa insularidade
De despique e desafio.

Quero contigo cantar
Seja lá aonde for
Nem que seja a brincar
Sem brincar com teu valor.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pela visita! Volte sempre!