Na prosa e na poesia me embrulho, quem diria?!

“Começaste com versos e, agora, já “embrulhas” tudo com mestria, ou seja, a prosa e a poesia.” Esta expressão de um mestre na revisão linguística, surgiu nesta tarde, do penúltimo de julho, após a sua aturada leitura de um dos meus escritos, à laia de vista de olhos em revisão. Não me senti vaidosa nem exultante, mas percebi que os milagres continuam nas eras atuais e isso dá-me força para continuar a zelar pela freguesia que consta da minha naturalidade.


 


Ontem, no dia da freguesia da Serreta, percebi um dos milagres. No meio da efeméride, na vegetação nobre da nossa Mata, houve uma espécie de reunião entre dois elementos da comissão das festas de setembro, um colaborador e eu, também convidada a colaborar num dia muito especial da festividade. E qual foi o milagre? A Nossa Senhora mostrou-me, ali bem de frente, como não há distância para quem quer ajudar, não há fronteiras para quem quer ser útil e há laços que se desatam numa milésima de segundo: cumprimentei um indivíduo que vim a descobrir pertencer a uma Associação Grupo de Jovens Arcanjos da Vila das Lajes, que há muito venho seguindo através do seu blogue. Não me passava sequer pela cabeça ser esta pessoa, em causa, membro de tão prestimosa Associação, mesmo que já tivesse visto várias imagens no blogue. Encantou-me pelo facto de ser humilde, risonho, benfazejo, altruísta e capaz de pôr em prática os mandamentos de Deus – ajudar o próximo como a si mesmo.


 



 


 (Eu queria ser como tu...)


 


Não posso revelar o assunto que nos pôs frente a frente mas posso assegurar que foi tudo por uma magnífica causa, que verá a luz no futuro próximo.


 


Até lá, fico à espera de outro milagre: que estes jovens com objetivos sérios e AMIGOS DA SENHORA DOS MILAGRES, tenham possibilidade de expressarem a sua arte, o seu Amor, a sua musicalidade, no dia que fazem a sua caminhada desde as Lajes até à Serreta, sempre com uma atitude benévola e risonha. Permiti, Senhora, que eles te ofereçam o que tem de melhor e nada lhes perturbe a sua juventude criativa. Assim espero.


 


 


Ó Senhora Milagrosa

 


Que viveste na Fajã

 


És nossa mais linda rosa

 


Que floresce na manhã.

 


Teu sorriso incendeia

 


De amor todas as flores

 


E o Povo o Altar recheia

 


Com ramos de belas cores.

 


 


Angra do Heroísmo, 30 de julho de 2012.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

2 comentários:

  1. Ola Dona Rosinha 
    Continuas a picar
    Vontade eu tinha
    De algo te ensinar


    Mas fica para logo
    Te estou a convidar
    A visitar o meu blogo
    Sabes onde o encontrar


    Ele nao tem comparacao
    Nem sequer tem a metade
    Mas para falar de religiao
    Eu falo mais a vontade


    Tu és muito religiosa
    Foi isso o que eu ja notei
    Mal empregado a dona Rosa
    Nao saber aquilo que eu sei


     Pensas que eu nao sou crente
    Pela maneira com eu falo
    So que acredito diferente
    É por isso que nao me calo


    E se tu tambem soubesses
    Aquilo que eu agora sei
    Talvez tu tambem quisesses
    Dar a outros o que eu te dei


    Eu te dei da agua pura
    Limpida como cristal
    Que serve para a cura
    De todo o ser mortal


    O meu maior anseio
    É ajudar os amigos meus
    E para isso eu me baseio
    Na santa palavra de Deus


    Honra e gloria tu das tanta
    Aquela que tanto a Deus amava
    Mas lembra-te que ela foi santa
    Porque a Deus ela adorava


    Eu é que sou o Senhor
    Como eu nao ha ninguem
    Toda a gloria e louvor
    So a mim é que fica bem


    Eu nao compartilharei
    Com imagens entalhadas
    A gloria que so eu criei
    Para serem embelezadas 


    PROFETA ISAIAS CAPITULO 42 VERSO 8

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  2. Ao Mintoco, digo Olá!
    Como você tem passado?
    Eu vou indo bem por cá
    Assim esteja o seu lado.

    O seu blog ora visitei
    Mas a porta está fechada
    Porque nada eu encontrei
    Sobre a sua caminhada.

    Em termos religiosos
    Cada um toma o que quer
    Não considere vaidosos
    Os termos duma mulher.

    Eu não sou de tenra idade
    Ela por mim já passou
    Agora nem tenho metade
    Do tempo que aqui estou.

    Eu já estudei a Palavra
    Noutro tempo a gravei
    Tudo o que o Deus nos lavra
    É tido como Santa Lei.

    Pra fazermos caso do Filho
    Há que passar pela Mãe
    E para que Ele tenha brilho
    Ao seu colo está também.

    Como quer que eu reprove
    Os antigos ensinamentos?!
    Toda a fé é que nos move
    Dada pelos Sacramentos.

    Água pura, cristalina,
    Benta em pia batismal
    Fruto da Graça Divina
    Sem o pecado mortal.

    Eu nem preciso falar
    Para dizer o que me encanta
    Basta para mim olhar
    E digo que não sou santa.

    Toda a nossa santidade
    Está no que praticamos
    Eu tenho na Divindade
    Também a Mãe que amamos.

    E Deus quis Santa Maria
    Para ser Mãe do seu Filho
    Não sou eu quem contraria
    O seguimento do trilho.

    "As imagens entalhadas"
    Tidas como simbologia
    São para serem veneradas
    À luz do nosso dia-a-dia.

    Olha para o teu irmão
    Olha para uma flor
    Olha para o cristão
    E vê nele o Amor.

    O Amor é todo o Bem
    Que se faz cá neste mundo
    Começa no ventre da Mãe
    E será sempre fecundo.

    Não leve à letra a escrita
    Coroada de sabedoria
    Crer é a palavra favorita
    Que rege a nossa alegria.

    Hoje sinto-me inspirada
    Ao cantar a religião
    Sem ela eu não sou nada
    O que teria eu então?!

    Ouro, incenso e mirra
    Serão sempre os donativos
    Pró Filho que não embirra
    A quem lhe dá outros motivos.

    Mintoco, vem ter com a gente,
    Vem ver nossa Padroeira,
    Vai ver o povo contente
    Com sua Mãe verdadeira.

    Rosa Silva ("Azoriana")

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