Dou por mim...

A vasculhar o que escrevi no mesmo dia (7) de fevereiro de outros anos...


 


Em 2006 - três artigos; 


Em 2007 - 1 artigo; 


Em 2008 - 1 artigo (Lembram-se da pandemia da gripe?); 


Em 2009 e 2011 - nada; 


Em 2010 - 2 artigos;


 


E hoje?

Hoje, dei por mim a reler o sol da vida, a luz da arte... e nada me consolou, nada me tirou este negrume do peito, nada me tirou os males de um mundo que se dilacera pela quantificação e não pela qualificação, por um inferno de atitudes em vez de olhar como se governam os pássaros, as borboletas, as aves todas do mundo... O que será que uma ave, se pudesse falar com o Homem, diria?!

- Tenho asas e tu não tens
Tenho penas iguais às tuas
Para onde vou tu de lá vens
Ando no céu e tu nas ruas.

- Tenho um bico e umas garras
Tens uma boca e a moral
Se muito apertas pouco agarras
Só me reservo do temporal.



- Da liberdade tenho usufruto
No meu voar não me condeno
Enquanto que tu estás de luto
Envolto estás no teu veneno.

- Sou ave livre no meu voar
Pouso aqui e pouso além
Às vezes até te vou cantar
A melodia que te faz bem.


 



Rosa Silva ("Azoriana")

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