Se a escrita desse pão

Se a escrita desse pão
Daquele que faz mais falta
Eu dobrava a inspiração
Pra ter “Luzes da Ribalta”.


 


[Estrela do filme mudo
Com brilho antepassado
Charles Chaplin vale tudo
E ficou sempre lembrado.]


 


Hoje a Rosa canta a rima
Pelos dedos num teclado
Se ganhar alguma estima
Tem o prazer redobrado.


 


E digo a toda a gente


Que a rima é uma terapia


É um dom que no presente
Me dá prazer e alegria.


 


Mas se fosse para escrever
À conta de ganhar pão
Acabava por morrer
Só a rima é que não.


 


Porque a rima essa fica
Nas ondas da blogosfera
Que ao mundo inteiro dedica
As luzes da nova era.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

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