De Jorge Morais para Rosa Silva (3)

Terceira ronda de sextilhas de Jorge Morais (Continuação das anteriores).


 


 E para o périplo terminar
Não podia olvidar
A Casa Primavera
A Sapataria e Loja dos Barateiros
Que eram sempre os primeiros
Naquela citada era

Tínhamos a casa do Chico Toste
O Francisquinho Valadão que até aposte
Que tem loja aberta no céu
Tínhamos o J.H. Ornelas
Que ponha nas janelas
Viagens de tirar o Véu

E O J. Moura com suas linhas
Para bordar e fazer rendinhas
Com fios e suas tramas
Arcas e frigoríficos
Que eram coisas de gritos
Eram coisas tidas americanas

E agora umas soltas
Fazem dar umas voltas
Por aquelas que me esqueci
Á medida que me vou lembrando
Aqui vou narrando
E lavro-as de seguida aqui

A nossa loja do Farinha
A loja Coelho que ao lado tinha
A justiça obriga-me que pense
E para dizer a verdade
A melhor casa de electricidade
Era a iluminante Terceirense

Mini-Max na rua da sé
Um supercado que até
De coisa moderna se falava
E uma boutique bem feita
Abria na rua direita
E de Triques se chamava

E se se for a memória
Ficará na história
Isto penso eu
Se tudo isto se acabou
E nada mais ficou
Foi o passado que morreu.


 


Entretanto, Liduino Borba notou que faltava uma loja e deu-lhe a entender. Logo surgiu nova sextilha sem espinhas:


 


Liduino eu não viajava
Por isso não me lembrava
Casa de tão grande fama
Que viagens vendia
E eu no meu sonho escondia
Que se chamava Insulana.


 


Jorge Morais

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