Hoje deu-me para isto (acham estranho?! é a crise)

O povo é quem mais ordena
Mas o mar não está de lapas
Quiseram mudar a cena
Mas não mudaram as papas.


 


A crise está de proa
Ventilando as carteiras
Tanta conta feita à toa
Enfezando as algibeiras.

Pamordês revejam tudo
Despesas e as receitas
Se preciso volte o escudo
Ou façam contas bem feitas.

Quem de um tira o dobro
E acrescenta dois zeros
Vai ver que no recobro
Tem sorrisos amarelos.


 


Tudo aumenta que mete medo
E a nós não aumentam nada
Não me apontem o dedo
Já se acabou a mesada.


 


E a festa continua
Cá na nossa ilha linda
O povo vem para a rua
Se à borla melhor ainda.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

O post das lamentações

Olho para o relógio e zás… Lamento não ser hora de sair. Ainda tenho as narinas com o cheiro a ressalga, os ouvidos com o murmúrio das ondas sendo cavalgadas por uma proa imensa, a boca com o picante da salsicha e linguiça santamarenses, a pele salpicada de trincadelas de mosquitos que nos sobrevoam nas noites quentes das festas; os olhos presos nas imagens paradisíacas das nossas ilhas que, cada vez mais, se prezam e lutam por se mostrarem melhor uma que outra, e, ainda, sinto a falta do toque de uns lábios nos meus antes de fechar pálpebras…


 


Por incrível que pareça já ninguém (ou quase ninguém) se importa com lamentações disto ou daquilo, dor daqui e dor dali, com notícias que nos entram televisor adentro (e não só) mostrando partes do mundo que mais parece um post de lamentações. Quero lá saber de tristezas, quero lá saber do mundo cão que atormenta este ou aquele!...


 


Anda uma pessoa para aí a fazer a sua vida e, volta e meia, leva com um serial de notícias da morte de um(a) VIP, e levam, levam, levam a falar nisso durante horas, dias, meses… Se fosse eu, ou outra pobre criatura como eu, falava-se no dia da ocorrência, na espera para ver se “ressuscitava” e na hora de entregar à terra os ossinhos ainda com carnes e gorduras, depois… cada um segue a sua vidinha e mais nada… Talvez até digam: “Coitadinha, mas ainda bem que se foi…”


 


Desculpem os leitores se acharem que estou a ser dramática (ou outro nome mais pomposo que agora não me ocorre) mas isto tudo para vos dizer que já não aguento com lamentações de A, B ou C, se é que me entendem. Vai-se por esse mundo bloguista abaixo e, em muitos casos (também há excepções) é só espinhos e tiros ao alvo, que Deus me valha. Se se fala porque se fala, se se não fala porque não se fala. Eu diria mais: Porque na te calas? Calo-me, eu por agora.


 


[Eu bem digo que para prosa não sou BOA, já a rima é outra coisa!]


 


Chega de lamentações
Nas bocas do novel mundo
Hão-de vir ocasiões
Piores bem lá no fundo.

Que dizer então da morte?
Que dizer do sofrimento?
Pois quando a dor é forte
Nem dá para haver lamento.


 


Digam lá o que disserem
Este mundo é mesmo assim
Façam lá o que fizerem
Todos temos nosso fim.

E o fim pode ser duro
Há que ser muito prudente
Não prevejo bom futuro
Pra quem lamenta o presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sobre os ferry's "Express Santorini" e "Hellenic Wind" e desembarques

O que vão ler a seguir é verdadeiro, foi enviado por e-mail ao dono de um blog porque não foi possível comentar. Isto para não pensarem que só escrevo maravilhas. Entre maravilhas e lamentações, escolho quase sempre as primeiras porque já todos estamos fartos de tanta lamentação sem solução. Mas, vez por outra, lá vem uma pedrinha no sapato que é, mais ou menos, o resumo da prosa que se segue:


 


«Boa tarde,


 


Tomei conhecimento do seu blog “O Porto da Graciosa” (http://oportodagraciosa.blogspot.com) através do Planeta Açores (http://www.planetaacores.com), que lista todos os blogs que queiram ser listados.


 


O meu já fez parte da lista mas acabei por me aborrecer com um comentário e levantei âncora.


 


Isto para lhe comentar também, uma vez que não consegui por via directa. A propósito do «Santorini» (in http://oportodagraciosa.blogspot.com/2011/07/nf-express-santorini-e-hsc-hellenic.html), que foi o que me transportou até ao Pico (http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/982101.html), via Graciosa e São Jorge, o que julgo ser uma viagem longa demais, quero dizer-lhe que gostei pese embora alguma confusão nas cargas e descargas e, sobretudo, a falta de transporte TERRESTRE, no porto, que leve os seres humanos até ao local propício para seguir destino.


 


Para os animais há acomodação, para a carga há umas carrocinhas pilotadas por alguém experiente nas manobras, evitando que as malas, malotes, sacos e caixotes, entre outras bugigangas, tudo etiquetado conforme a cor da ilha (devolvem uma parte da etiqueta para o dono), caiam borda fora ou se espalhem no porto... Espalhadas estão é na altura dos respectivos donos andarem à caça da mala, busca aqui, busca acolá, e com a pressa que convém, porque se faz tarde.


 


Ainda não percebi porque, por muito que se tenham ideias giras, ainda não se chegou ao ponto da mala conhecer o dono por si só... (apetece-me rir agora). Tenho cá para mim que até morrer essa parte nunca há-de ser automática. Contentemo-nos com o "busca-busca" entre milhentas mãos famintas da alça da mala que carrega ora roupa limpa e asseada, ora o retorno a casa com alguma imundice à mistura.


 


São férias e nas férias tolera-se tudo excepto o carregar as malas às costas por esses portos compridos que mete medo mas também, diga-se, muito bem restaurados e ampliados, graças ao excelente desempenho dos trabalhadores que, certamente, devem ter o olho do Governo Regional.


 


Desculpe lá a enormidade da prosa pois, habitualmente, o meu contentamento é rimar conforme pode constatar em http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt, blog da chamada Azoriana que nasceu e reside na ilha Terceira, de cor lilás.


 


Se lhe apetecer responder esteja à vontade. Se não, paciência. :)


 


Abraços inter-ilhas


 


Rosa Silva»

Ontem e Hoje

Boa noite gente honrada
Que nesta hora me lê
Hoje não estou inspirada
Anda a nuvem já se vê.

O passado é como urtiga
Que pica e faz comichão
Ao fazer esta cantiga
Arde tanto o coração.

Novo dia se aproxima
Noutra era fui feliz
Hoje tinjo a minha rima
Com um rasgo infeliz.


 


28 Julho 1985

 


Foi a 28 de Julho
Que na Serreta casei
Depois não houve tafulho
E tudo eu desmanchei.

Não importa pensar nisso
Hoje tudo é diferente
Atrás de um mau serviço
Tenho um bom no presente.

Nunca se pode dizer
"Desta água não beberei"
Às vezes mesmo sem querer
Aparece nova lei.

Damos passos tão errados
Porque não se adivinha
Para o que estamos guardados
Só não me deixem sozinha.

Condeno a solidão
Amo quem me acompanha
Pois o amor e a paixão
São nossa melhor façanha.


 


Casados

 


Rosa Silva ("Azoriana")

Relembrando a inauguração do Retiro dos Cantadores e Tocadores, a 01-04-2011



Uma viagem Terceira-Graciosa-São Jorge-Pico e vice-versa


Praia da Vitória

A saída do porto da Praia da Vitória é um bálsamo de alegria num misto de vontade de chegar depressa ao destino: ilha do Pico.

Graciosa

Estamos a chegar à Graciosa enquanto o barco vai cavando regos de espuma. Lembrei-me da minha gente que ficara em casa…

Graciosa

Enquanto o barco vai atracando ao porto graciosense admiro o que o Governo Regional tem feito pelas ilhas do triângulo, através de funcionários com desempenho excelente, digo eu.

São Jorge

Visto do mar, São Jorge é subida escarpada que delicia o olhar mas não se pode alcançar na sua imensidão.

Pico

Avisto a altivez picoense que a hora nona veste de azul, branco e cinza. E Santo Amaro… Beijo-o desde o cais velense. A saudade é maior agora e ancora-me.

Santorini

O dia vai-se despedindo e a noite chega calma numa paz acordada pelo motor do “Santorini” que aguarda a hora de seguir viagem.

Pico

Desamarra-se das Velas e ruma a São Roque do Pico que acendeu as luzes que brilham ainda miudinhas numa quietude de espantar. Eis que soa o sinal de levantar ancora.

Madalena do Pico

No Pico… Madalena, terra morena, em ti reparo… E fico longe de ti, Santo Amaro. O Sol vem-me abraçar com as melodias do mar para me embalar.

Sineiras

Nesta ondulação, virei-me para as sineiras paralelas e pensei na minha quadra já dita:

No Sacrário Deus é Pão
No Império ele é Coroa
E no crente coração
Ele se faz Deus em pessoa.

Santo Amaro

E antes da hora do regresso, tive oportunidade, graças à bondade do primo Henrique Paulo, de visitar Santo Amaro e a família. Abracei a minha gente numa visita da saudade e chorei encantada.

Regresso

De volta à terra-mãe, estendi o saco cama e apaguei os últimos minutos de despedida da ilha montanha. Amansei a saudade com abraços apertados e revi o que conhecia e vi as novidades de uma Avenida do Mar.

São Roque do Pico

No íntimo balbuciei:

Pico

Até sempre minha conchinha de amor!




Rosa Silva ("Azoriana")

As imagens da viagem à ilha do Pico (Madalena)

As ilhas dos Açores

 


Clique na imagem sumário
para ver todas as restantes

RECORDAÇÃO da

Viagem da MARCHA DE SÃO CARLOS 2011
À Festa de Santa Maria Madalena
Ilha do Pico - Açores
22 a 24 Julho 2011


 


OS AÇORES SÃO AMORES

Eu vi o céu, eu vi o mar,
Eu vi a terra de bom jeito
E continuo a gostar
Das ilhas todas a eito.

Os Açores são amores
Que temos pla vida fora
As ilhas têm seus valores
E vê-las a gente adora.

Vi a Praia da Graciosa,
De São Jorge vi as Velas
E vi o cais da ilha airosa
O Pico de festas belas.

Sei que no Pico reparo
Com amor de mãe pra filha
Estive umas horas em Santo Amaro
E uma lágrima já brilha.

Quando uma lágrima cai
Ao passar pelo caminho
É o amor que então sai
Derretido com carinho.

Amo a ilha de meu pai
Pico da montanha alta
Amo também a que vai
Levar-me à terra sem falta.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Rosa Silva na Madalena do Pico

 

De volta à ilha Terceira

Boa tarde amigos meus
Estou de volta à Terceira
A viagem, graças a Deus,
Fez-se bem e estou inteira.

As imagens que colhi
Brevemente vou mostrar
De tudo o que eu vi
Encantei-me com o mar.

O mar que banha três ilhas
Do Triângulo de ventura
Seus ilhéus são maravilhas
Cuja natureza é pura.

E matei minha saudade
De meu primo tive amparo
Fui ver a localidade
Que se chama Santo Amaro.

Rosa Silva ("Azoriana")

Marchando para a Madalena do Pico

Bom dia, povo ordeiro,
Nobre e hospitaleiro
Como não há outro igual
Venho aqui dizer "adeus"
A todos os amigos meus
Neste livro especial.

Vou partir rumo à Praia
Ao porto que nos atraia
Para o caminho de mar
Da Terceira para o Pico
Melhor sextilha dedico
À ilha que é familiar.


 


Marcha de São Carlos 2011

 


 


Na Marcha pra Madalena
Que decerto põe em cena
Suas Festas marinheiras
Canta o velho e canta o novo
Canta a alma do povo
Honrando suas bandeiras.

Madalena nos espera
Chegar lá ai quem me dera
Quando a noite já vai alta.
Na Graciosa, ilha branca,
E São Jorge por via franca
Também verá nossa malta.

Que os anjos e os arcanjos
Conduzam nossos arranjos
E a volta seja ordeira
Até lá fiquem felizes
Lembrem sempre das raízes
E digamos: "Sou da Terceira"!

A sextilha já vai longa
E a linha se prolonga
Muito mais do que o normal
Mas verdade seja dita
Quando esta onda me fita
Explodem versos no mural.

Rosa Silva ("Azoriana")

ZITA (*1961 +1980) - 2011 (nasceu há 50 anos)

ZITA

 


 


Texto de Zulmira Mendes Meneses, a prima

 


 


Zita Meneses

 


Zita e família

 


Imagens remetidas pela prima Zulmira Mendes Meneses

Zita, meio século farias... se cá estivesses hoje

Zita Meneses

 


 


Zita Meneses

 


Meio século farias hoje... (partiste com 18 anos)



*


Teu sorriso angelical,


Minha querida amiga Zita


Está no reino celestial


E na foto tão bonita.


**


Se connosco estivesses


Com toda a tua doçura,


Ó Zita talvez fizesses


Meio século de ventura.


***


Dias antes descobri


Tua data de nascimento


O que noutro tempo ouvi


Hoje voltou ao pensamento.


****


E minha mãe, falecida,


Deu-me agora o sinal:


O seis é prova erguida


Na tumba no teu local.


*****


Doze Ribeiras violentada


Pelo sismo de um Janeiro


Ficará sempre gravada


Na mente do mundo inteiro.


******


E tu no meu coração


Ficaste como uma flor


Meio século festeja então


No céu com o Deus do Amor.


*******


E pede pela tua amiga


Que ajudaste no passado


Nossa amizade prossiga


Neste elo em verso alado.


********


Zita, com teus pais festeja


O que cá tu não tiveste


E que o sino da Igreja


Cante o teu hino celeste.


*


14 Julho 2011 (A seis dias do teu aniversário natalício.)


Rosa Silva (“Azoriana”)


Senhora do Carmo rogai por nós!

Senhora do Carmo de Santo Amaro do Pico

 

Sobre o Serão do Retiro de Cantadores e Tocadores - 16-07-2011

Cantoria no Retiro

 


Cumprimento Francisco Lima
Depois do belo serão
Não tiveste a minha rima
Mas tiveste teu hortelão.

Cantaste com o Ludgero
Que primou na tua horta
Doravante só espero
Que batas à minha porta.

Para abrir de par-em-par
O solar da rima doce
Para ouvir o teu cantar
Eu ia fosse onde fosse.

A tua suavidade
Amparada na melodia
Cantas com a humildade
Que prezo na cantoria.

Se estudaste ou não
As cantigas que cantaste
Para mim aquele serão
Foi céu que iluminaste.

Eu pensava na Francisca
A toda hora e momento
Porque a tinhas à risca
Na linha do pensamento.

Aquele toque certeiro
Recebido durante a trova
Para mim foi sinaleiro
Nessa hora tudo prova.

Prova que quem tem amor
Longe da sua visão
Seja lá aonde for
Acende o coração.

Parabéns te quero dar
Pelo teu cantar fiel
Só ontem te ouvi cantar
E cantaste como mel.

Acredita que é verdade
Não tenho tua virtude
Tu cantas com à-vontade
E que Deus sempre te ajude.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Francisco Ficher Lima e Ludgero Vieira

 


 


 

Porque hoje é sábado... O FADO EM FLOR

Flor de rima

 


O FADO EM FLOR



O fado que Deus nos dá
Enquanto andamos por cá
É canteiro da idade;
É uma planta colhida
No nosso jardim de vida
Orvalhado de saudade.

O fado é flor madura
Num ramo de ternura
Na lapela do fadista;
Aos timbres duma guitarra
Uma pétala se agarra
E para sempre a conquista.

Meu fado, meu fado, meu fado...
Vivi contigo a meu lado
E só hoje dei por ti:
No meu peito estás inscrito
No meu nome és favorito
Em flor de rima te vi.

Rosa Silva ("Azoriana")

Em jeito de homenagem a Dimas Soares

Dimas Soares

Casa da Azoriana e família

O antes e o depois

 

antes (Novembro 2008) depois (Novembro 2010)

 

O que se faz por amor
Tem uma grande valia
Antes era um horror
Depois uma regalia.

O que se faz por amor
E com ajuda correta
Ganha um novo valor
E atinge nova meta.

É assim com tudo e todos
Que trabalham com empenho
Mesmo sem dinheiro a rodos
Se melhora o desenho.

O desenho de uma vida
Se faz de versos singelos
Ganha força destemida
E os feios se fazem belos.

15 Julho 2011
Rosa Silva ("Azoriana")

 


Tudo é o que se faz

Agradeço a prenda de Paulo Ávila (cantador terceirense)

O teu livro musa encantada,
tem rima e recheio dourada,
fruto do íntimo do coração.
Cada sílaba do livro expremida,
são traços de uma gentil vida,
de um caminho e de uma direcção.

O Livro da Azoriana,
rol de uma profana,
maravilha de uma prosa,
Poetisa de encanto,
Ceptro do Espirito Santo
Gravação da amiga Rosa!

Eu também fui convidado,
Infelizmente muito ocupado,
Não apareci no lindo evento.
Estou muito feliz porquê
a Rosa colocou no facebook,
o lindo e genial lançamento.

É a amiga e afável Rosa,
é muito especial e formosa,
de peito aberto e sem fadiga,
Brilhas quando poetisar vens,
e mereces muitos parabéns,
tudo te corra por melhor amiga.

Paulo Ávila (Iuri Leo)
Um abraço!!

Sobre a gravação do dia do lançamento do livro da Azoriana

As peças foram gravadas
Pelo Arsénio Romeiro
Em partes ora divulgadas
Consoante o tema ordeiro.
Espero que sejam estimadas
Como um amor verdadeiro.

Cumpri a minha missão
Que um dia me foi doada
Reuni usos e a tradição
Duma freguesia honrada
Que foram além população
Da Terceira, ilha amada.

Julgo que a sétima Parte
Do livro é raro selo
Porque conta suma arte
Duma história com zelo
Que em Julho se reparte
Nesta data quis fazê-lo.

13-7-2011
Felicidade é a promessa
Que uma mãe dá à filha
Se um dia esteve avessa
Hoje seu amor partilha
Num livro que fez à pressa
Tal como esta sextilha.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


I Parte (http://videos.sapo.pt/lvYTdtcaCZhdFQ1Yjt6q)


 


Apresentação de Luís Bretão: (http://www.youtube.com/watch?v=Yx7fwE2Cw8U)


 


II Parte (http://videos.sapo.pt/A2am​ivaeYW6bCQt7NibC)

III Parte (http://videos.sapo.pt/mwDY​hqIRZWheHIqtEvA9)

IV Parte (http://videos.sapo.pt/z3ef​qzgv138m40D68UaN)

V Parte (http://videos.sapo.pt/1d3O​cSCDgd3u1quyWB7C)

VI Parte (http://videos.sapo.pt/DWV4​29wKTqg7HBNMovPG)


 


VII Parte (http://www.youtube.com/watch?v=RlK2y2Gvb2A)

Uma espécie de cantoria (pós tourada)

Hoje estou algo cansada
Pintei portas e janela
Pra depois ir à tourada
Nem foi feia nem foi bela
No fim até houve marrada
Do toiro do Ti Cadela.

Eu não posso comentar
A Tourada de São Bento
Porque não quero falar
Do que não tenho talento
Mas com marrada a findar
Será marcado o momento.

Coitado quem passa as dores
Num arraial da Terceira
Por vezes nem os pastores
Evitam a marradeira
Do toiro de negras cores
Numa esquina sorrateira.

Mesmo com tourada calma
É preciso ter cuidado
Porque toda e qualquer alma
Pode ter dia azarado
E no fim dá-se a palma
Ao capinha mais louvado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Recordações

Rosa Silva e Frederico

 


Os rostos da alegria
De que Angra se vestiu
E com a brava folia
Em Junho também se viu.

É este o sol da nossa gente
É este o trunfo belo
De um lábio sorridente
Que alinha em paralelo.

Angra, brava de diversão,
De cantigas inspiradas
Nas cordas duma canção
Vão cores apaixonadas.

Angra és o testemunho
De uma ilha tão festeira
Na tua Festa de Junho
És brava de alma inteira.

Meu amor vem para a rua
Dá-me a mão e o olhar
No meu coração flutua
A paixão de te amar.

É assim que nós cantamos
Mesmo de bico calado
Quando os olhares cruzamos
O amor está ao lado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta - Partilha de emoções



 VER MAIS AQUI, POR FAVOR E SE GOSTAR

Pensamentos verdadeiros (à laia de oferta a Jorge Morais)

Já sinto uma agonia
Quando ouço uma cantoria
De grande capacidade
O povo gosta de rir
E consola em aplaudir
Um despique de verdade.

Por mim adoro as cantigas
Que não me plantem fadigas
Na roda do coração
A quadra ou a sextilha
Podem ser uma maravilha
No calor da inspiração.

A luz do Espírito Santo
Que se implora com o canto
É disso a propriedade
Mesmo que até choro saia
No coração se ensaia
Aplauso de solidariedade.

O que faz rir nosso povo
Desde o velho ao mais novo?
É o despique acirrado
É usar arma sem bala
É um termo que regala
O verso apimentado.

Há também o factor sorte
E quando a quadra é forte
Vê-se o céu estrelado
Mas não demora muito
Muda logo esse intuito
E o vemos passar ao lado.

Por isso, caro amigo,
Quando cantares comigo,
Vamos pedir muito a Deus
Que ilumine nossas cantigas
Com qualidades amigas
De São Carlos e São Mateus.




Igreja velha

 


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Tocadores de brio

Luís Cabral e Emanuel Coelho

 


O Emanuel e o Cabral
Dois tocadores de brio
Acompanham o pessoal
Que enceta o desafio.

Um tem nome de Jesus
Sua graça Emanuel
Nas cordas ele reluz
É versátil no batel.

Também canto ao Luís
Seu nome é de bom gosto
Sua toada condiz
Com a bondade do rosto.

Louvo estes tocadores
Nados nas Doze Ribeiras
Embelezam cantadores
E seguem suas maneiras.

Mesmo que os dedos doam
Ou o cansaço apareça
A alma nunca magoam
Aconteça o que aconteça.

Porque a alma do artista
Que se junta à tradição
Para sempre ela conquista
Um lugar no coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cantoria na Boa Hora - Terra-Chã - Angra do Heroísmo



Fui à Cantoria da Boa Hora


Freguesia da Terra-Chã


Só agora vim embora


Às duas e tal da manhã.


 


António Isidro e Ti João


(São Jorge e S. Bartolomeu)


A seguir cantaram então


O Fábio e José Eliseu.


 


À terceira, Maria Clara


Com São Jorge que voltou


António de rima rara


Que sempre me encantou.


 


Quem me dera que meus pais


Viessem como os dela


Assistir nos arraiais


A tanta cantiga bela.


 


E vejo copos de cerveja


Entre uma cantiga nova


E há quem pareça vareja


Na net a toda a prova.


 


Isso ajuda a Comissão


Que vai ganhando algum


Só não gosto do serão


Que tem algum "trinta e um".


 


Os cinco na despedida


Foram também divertidos


A plateia ganhou vida


Com aplausos repetidos.


 


Há cantares sem demora


Com rima e entoação


E brilhou na Boa Hora


Enchente de população.


 


2011/07/10


Rosa Silva ("Azoriana")



Retalhos da Festa da Cova da Serreta - 2011

Rosa Silva e Ivone Medeiros na Cova da Serreta

 


 


O trio na despedida


Na Serreta vi parentes,
Residentes e amigos,
E de outros continentes
Juro que não vi castigos.

Estava o palco improvisado
Numa trela a preceito
Estava tudo enfeitado
Com hortênsias de bom jeito.

Fui à trela por três vezes
A abrir e a fechar
Foram todos mui corteses
E adorei lá estar.

Sentia o coração em brasa
A alma toda satisfeita
Porque eu estava em casa
Não me fizeram desfeita.

Cantei com o Valadão
Que me foi pondo à prova
Com o "Palhito" então
Se riu naquela Cova.

Na hora da despedida
Subimos três à demanda
Manuel Simões teve vida
E o "Palhito" não desanda.

No fim iam descendo
E me deixaram findar
Só lembro que fui tecendo
O que deixo pra recordar:

E nesta parte final
O que vi acontecer
Sozinha no pedestal
Para nunca esquecer
Esta noite triunfal
Que lembro enquanto viver.

E lembro doutra ainda
Que cantei com o colega
Pode não ter sido linda
Mas o meu fervor carrega:

Nas cantigas estou à prova
Na mente estão os meus pais
E nesta Festa da Cova
Estou com amigos jograis.


 


Uma noite memorável
Coroada de simpatia
Com cantoria agradável
Da noite até ao dia.

Bem-haja a Comissão
Com a Marisa Silveira,
Ruben Sousa, pois então,
Veio de muda pra Terceira.

Um corisco de São Miguel
Que a Serreta adora
Veio fazer bom papel
Valha-me Nossa Senhora.

Adérito e Paulo Simão,
David, como cozinheiro,
Fizeram deste serão
O melhor e o pioneiro.

Obrigada à brava gente
Que na Cova da Serreta,
Aplaudiram o repente
Da cantoria vedeta.


 


9/10-07-2011
Rosa Silva ("Azoriana")



 

Cova da Serreta em brava festa

Festa da Cova 2011

 


Na Serreta vamos ter prova
De cantigas e de festa
Da brava e bonita Cova
Com a gente que lhe resta
Pode não ser muita nova
Mas ali se manifesta.

E convido os amigos
Para encher o arraial
Desde os tempos antigos
Que é bravo o festival
Há folia nos postigos
Deste local especial.

É caminho para o Farol
É "Aldeia de Macacos"
É bonita como o Sol
Nunca ali te vês em cacos
Pra lá vou com minha prole
E com merenda em sacos.

O "Biscoito" vem a seguir
Com a frescura da manhã
Do miradouro posso ouvir
Ecos lindos da Fajã
Que me ajudaram a urdir
A capa da qual sou fã.

E a AVE da Senhora
Deitada de bico ao mar
Lembra-me a toda a hora
O "Queimado" a navegar
E pla minha vida fora
O cantei todo a rimar.

Agradeço aos meus pais
E a tantos antepassados
A Rosa dos Folhadais
Fará por serem lembrados
Em cantigas e jornais
Nestas ondas divulgados.

Rosa Silva ("Azoriana")

ANGRA NOBRE DONZELA

Angra nobre donzela

 


ANGRA NOBRE DONZELA

Ó Angra tu és tão bela
Vestida de norte a sul
És nossa nobre donzela
Beijada p'lo mar azul.

Tuas ruas alinhadas
Vão de encontro à Catedral
Pelo mar são perfumadas
Junto à porta principal.

Dois arcos a encimar
A dupla escadaria
Onde vamos admirar
Gaivotas em romaria.

Angra é uma paixão
Para aquele que a visita
Leva-a no coração
Por ser ela a favorita.

Rosa Silva ("Azoriana")

2011/07/07. Fui ao Pezinho de São Bento e ouvi a Cantoria

Em casa de Francisco Sousa (Cadelinha)

 


Francisco Sousa (Cadelinha) e família


 


Hoje sinto-me honrada
Por vos dar uma cantiga
Sóis a matriz da tourada
E da Terceira gente amiga.


 


Foi esta a minha primeira cantiga (de quatro) com que respondi ao convite de Marcelo Dias para presentear esta família visitada pelo Pézinho de São Bento, integrado nas Festas do Império 2011. Conjuguei o facto do Sr. Francisco Sousa ser o ganadeiro mais antigo com a geração de cantadores da família Caneta, do Raminho, presentes nesta casa, serem conhecidos e gente amiga.


 


Eu não fazia parte dos cantadores convidados para integrar o Pézinho mas houve a excepção porque Marcelo Dias conhece-me, bem como o seu pai, que é conhecido por Caneta Filho, da freguesia do Raminho. O irmão de Marcelo Dias vive nesta mesma moradia e então foi uma honra oferecer-lhes um pouco da minha inspiração.


 


 


Os cantadores do Pézinho de São Bento

 


Cantadores no início do Pézinho junto à Igreja de São Bento
António Mota, João Leonel (Retornado), Maria Clara Costa e João Ângelo


 


 


Junto ao Império de São Bento

 


 Cantadores no Largo de São Bento, junto ao Império.


 


Aqui, fui novamente convidada pelos cantadores a integrar o leque de cantigas ao Império. Não recordo de tudo mas esta ficou-me retida:


 


Beijo o Ceptro com devoção
Porque gosto de Jesus
Peço que dê à Comissão
A divindade da luz.


 


À medida que os cantadores iam dedicando as suas quadras de agradecimento, muito bem rimadas, acompanhados pela viola e violão, aos criadores de gado (ou secos) para o Divino Espírito Santo, eu sentia um frenesim para também intervir. Mas não ia fazê-lo sem ser convidada. Não vou esquecer a atenção dos cantadores para comigo, na altura que me "infiltraram" nalgumas das dedicatórias.


 


Oxalá que tenham gostado como eu.

Pelas 22 horas, sensivelmente, deram início à Cantoria. Na primeira ronda de cantigas, subiram ao palco do Largo de São Bento, João Leonel e Maria Clara que fizeram um desafio suave. Depois seguiram-se: António Mota e João Ângelo, uma dupla que esteve muito bem.


 


Após outro pequeno intervalo, voltaram ao palco para cantarem umas "Velhas", João Ângelo nesta sua especialidade, e António Mota que também nos fez rir.


 


Por fim, os quatro cantadores, cantaram a despedida cujo tema andou à volta da promessa que João Leonel fizera a Maria Clara para não fumar enquanto estivesse perto dela. O fumo, fumar ou não fumar foi o termo predominante na parte final.


 


Bem-haja à Comissão das Festas 2011, do Império de São Bento, a dupla de irmãos, que tentam tudo por tudo para cumprir a tradição conjugada com a devoção. E bem-haja os cantadores e tocadores deste evento memorável.



Rosa Silva ("Azoriana")


A Comissão

A Comissão 2011

Senhora do sol dourado

Foto de António Araújo e adaptada por Rosa Silva

 


Senhora do sol dourado
E de continhas de luz
O povo por todo o lado
Ama o Teu Filho Jesus.

O povo crente e devoto
Venera a Tua Imagem
E também ali eu noto
Que é Virtuosa a passagem.

Ai como gosto de Ti
Virgem Querida, Santa Mãe!
Se te venero aqui
É porque Te quero bem.

Hoje deste-me um gosto
Para além do que é normal;
E quem vem a este posto
Adora o Teu Mural.

Rosa Silva ("Azoriana")
2011/07/06
14:00