Olho o mar...

Olho o mar...

Olho o mar nas formas redondas do
balanço musical.

Perdida no horizonte tento encontrar


a paz de uma mente que trabalha
sem cessar, àquem-mar.

O mar e eu... Janelas intatas de papel
colado à ilusão do ser.

O silêncio mundano não será igual.
A imaginação perde-se entre as paredes
duma nova corrente.

Tenho o ser escrito e crepitante...
Quanto mais silenciosas forem as janelas
maior será a minha abertura ao mundo
nas horas pálidas do dia, olhando o mar.

2011/03/10
Rosa Silva ("Azoriana")


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