Coração serretense (inspirado na imagem da autoria de Ivo Silva)

Coração serretense

Bem perto do Santuário
Se avistam todo o ano
O elo entre o rosário
E o bom canto profano.

A Despensa e o Império,
A Casa Paroquial,
Na canada o Cemitério
Pra cada resto mortal.

Mais à frente a Sociedade
Recreio da centenária
Onde junta a mocidade
Com a velha faixa etária.

Belos campos verdejantes
Bordados plo casario
Pra lembrar aos emigrantes
O constante desafio.

Quem não vive na Serreta
Mas dela é natural
Tem sempre a caderneta
Com o nome original.

E a traz sempre na ideia
Desde a aurora ao sol-pôr
E acaba volta-e-meia
Por lhe dar maior valor.

Rosa Silva ("Azoriana")


 




Imagem original da autoria de Ivo Silva

27 de Maio de 2011 - O Nosso Casamento

Frederico Freitas e Rosa Silva

 



O Nosso Casamento

Foi concreto e definido
Alegre e com satisfação
Um momento bem vivido
Pleno e com recordação.

No dia do aniversário
Do cônjuge, é evidente,
Vinte e sete no calendário
Que me deixa mui contente.

Só desejo a felicidade
Para ele e para mim
E pra dizer a verdade
Todos desejam assim.

Não há prata, ouro ou bronze,
Não haja tristeza e dor,
Seja o ano de dois mil e onze
O nosso ano do Amor!

Rosa&Fred

Destaque: Artigo de Liduino Borba sobre "Os Restos Mortais da Turlu", de 25 Maio 2011

Por Terras do Canadá


 


RESTOS MORTAIS DA TURLU


 


Liduino Borba


 


Como já escrevi há dias, depois da leitura do livro “Turlu e Charrua, Confidências”, do meu amigo Mário Pereira da Costa, ficaram dois desejos: 1 - dignificar e identificar a sepultura de Charrua – José de Sousa Brasil –, no cemitério das Cinco Ribeiras; 2 – trazer para o cemitério de São Mateus os restos mortais da Turlu – Maria Angelina de Sousa.


O primeiro desejo não será difícil de realizar e após uma reunião com a Junta de Freguesia das Cinco Ribeiras, e um telefonema para o meu amigo Luís Salvador, actual presidente da Junta de Freguesia de São Bento, julgo que o assunto poderá ter um final feliz.


Quanto ao trasladar os restos mortais da Turlu de Toronto, Canadá, para São Mateus, a sua freguesia natal, o assunto já é mais complicado, embora não impossível, por envolver uma verba entre os 10.000 e 15.000 dólares canadianas.


Como estava de visita a Toronto, uma das minhas preocupações foi localizar o cemitério e saber das tramitações para que o corpo venha para a ilha Terceira. A informação de qual o cemitério onde estava sepultada a Turlu tinha-nos sido fornecida pelo improvisador José Fernandes, a viver em Toronto, e confirmada pela sobrinha Natal de Sousa, que, quase por acaso, encontrei no I Encontro dos Amigos de São Mateus. Foi o meu primo e cicerone Avelino Teixeira que me levou ao cemitério “Holy Cross Cemetery”, em Toronto, na quarta-feira, dia 4 de Maio, pelas 17 horas, mas os escritórios tinham fechado pelas 16h30m. A grandeza do cemitério e o desconhecimento da localização da campa levou-nos a não ter qualquer veleidade de tentar encontrá-la. Ficou para outro dia, que acabou por ser no sábado, dia 7.


Neste dia, de muito movimento nos escritórios do cemitério, fomos recebidos por um funcionário muito simpático, de nome John Tricarico, de ascendência italiana, que falou com meu primo em inglês, mas que percebia parte do meu português, e nos deu todas as informações solicitadas:


 


Número: 34833


Nome: Maria Brazil


Proprietário (da sepultura): José Brazil


Data da morte: 5 de Janeiro de 1987


Data do funeral: 7 Janeiro


Secção: 22


Fiada: 58


Sepultura: 73


Custo até sair do Cemitério: perto de 5.000 dólares


 


Seguindo o mapa fornecido, fomos sem muita dificuldade até ao local da campa. Não encontrávamos o número 73. Depois de uma contagem da esquerda para a direita deduzimos a sua existência por ali. Comecei a remover alguma relva, na zona que me parecia adequada, e a muito custo fui descobrindo o número 73. Estava ali a sepultura de Maria Angelina de Sousa Turlu.


Senti um misto de alegria e tristeza. Alegria porque finalmente tinha descoberto o que procurava há algum tempo e sentia que tinha cumprido uma parte importante desta missão. Tristeza por ver a maior improvisadora dos Açores sepultada numa campa rasa sem qualquer placa identificativa com o seu nome. Nada, apenas o número de sepultura, que nem aparecia, quando por todos os lados do cemitério se vêem campas bem identificadas, mas não todas.


O Presidente da Junta de Freguesia de São Mateus, José Gaspar Lima, já mostrou disponibilidade para apoiar a trasladação para esta freguesia. Vou tentar dar início a esse processo e chegarei até onde for possível, na certeza de que todos os esforços são poucos para tão nobre e importante tarefa.


 


25 de Maio de 2011


 



 

Marcha de São Carlos 2011

Marcha de São Carlos 2011

 

Composta por sessenta elementos, a Marcha de São Carlos 2011, já tem a letra na mente e a melodia já nos contagia.


 

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Texto anormal para mim com o título: Somos poucos e os mesmos!

Aproximam-se dias de angústia. Uma angústia que não é de agora mas que se arrasta de há tempos (nem lembro a data) porque a minha crise já existia (e existe) desde que saí do estado de solteira. A crise é feita de uma bola que vai ganhando uma argamassa volumosa ao ponto de quase estoirar… (Onde é que já se viu um simples bocado de massa com um buraco a meio – vulgo DONETE – custar 1 euro, digo 200,42 escudos?!). Será que nos tempos que correm não há maneira de se fazerem contas com jeito? Acabe-se com a crise porque a crise foi criada por gente. Somos poucos e os mesmos, só mudam algumas ideias mas a atuação acaba por se cingir ao mais do mesmo.

Ora púnhamos em cima da mesa o seguinte:

Um cidadão comum recebe 700 € (setecentos euros) = 140.337,40 (cento e quarenta mil trezentos e trinta e sete escudos e quarenta centavos) por mês.

Tomemos por exemplo o custo de uma donete (simples) = 1 euro = 200,482 escudos.

Em relação àquela receita representa a percentagem de 0,14.

Mas isto, podem-me argumentar, é um simples desejo calórico e que vai fazer mal à saúde. Então, direi eu, porque inventaram as donetes?! E porque se gosta tanto de uma donete e um dos melhores e maiores doces que satisfaz o paladar e o ego? Poderia referir outro doce qualquer ou mesmo um salgado porque o preço não foge muito ao euro, só que piora no tamanho…

Agora pensemos em despesas maiores e necessárias: pagar a prestação mensal da casa, o(s) seguro(s), a electricidade, a água, o gaz, o leite, o pão, os bens essenciais do agregado familiar e respectivos animais domésticos, os produtos de higiene, a farmácia, o transporte para o trabalho (caso viva fora da área laboral), e, ainda, o vestuário, o calçado, alguma necessidade diferente, os vícios tabágicos e outros que porventura tenham…

E também, porque não, as despesas extraordinárias com os peditórios para a festa do local A, B e/ou C, da zona onde está inserido…

Somando isto tudo, tendo em conta uma família de 6 (seis) pessoas, deve rondar uma boa maquia… E nem vale a pena referir que aquela receita comum já foi ultrapassada ainda antes de virar o parágrafo…

Então como fica o ambiente familiar que, se comparado com “n” famílias, já se perdeu nas despesas e a receita já nem um cêntimo tem?

A ver por este exemplo, imagine-se a localidade e o todo regional/nacional? Nunca mais se endireita e aproxima-se a miséria dos mesmos, porque alguns nem sabem o que isto é e/ou nem dão valor.

Quem é capaz de acertar isto? Quem? O melhor mesmo é entregar as botas… Ou rever as contas.

A esta hora já ninguém lê isto e que se f**** as contas!

Desculpem, mas apeteceu-me sair dos eixos com "****" que espero que saibam o que querem dizer...

Rosa Silva (“Azoriana”)

Serretenses no Campo Pequeno (19 Maio 2011)

Corrida VIDAS/CM - 5º Aniversário da reinauguração


Quando: 19 de Maio de 2011 às 22:00 horas

Classificação: M/6

Sinopse: 5º Aniversário da reinauguração do Campo Pequeno

Estreia no Campo Pequeno da Ganadaria de Rego Botelho e do matador espanhol Alejandro Talavante.

Uma corrida com múltiplos motivos de interesse para o aficionado e que conta com duas estreias absolutas: a da ganadaria açoriana de Rego Botelho (encaste Parladé-Domecq) e do matador de toiros espanhol Alejandro Talavante, um dos valores confirmados da nova geração, presença nas maiores feiras de Espanha e que inscreve o Campo Pequeno no seu roteiro de 2011.

Alternará com Antonio Ferrera, o vencedor do galardão Campo Pequeno 2011 para o melhor matador de toiros, um bandarilheiro de excepção que esta temporada já indultou dois toiros.

Actuam os cavaleiros Joaquim Bastinhas e Luis Rouxinol, dois dos cavaleiros por quem o público nutre o maior carinho e admiração, e as pegas estão a cargo dos valentes Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, numa corrida que afirma em Lisboa toda a pujança da festa brava na Região Autónoma dos Açores.


Cavaleiros  -  Joaquim Bastinhas e  Luís Rouxinol  


Matadores  -  António Ferrera  e  Alejandro Talavante


Forcados  -  Tertúlia Tauromáquica Terceirense


Toiros  -  Rego Botelho

**********

Nota: Viajam hoje, para Lisboa, muitos serretenses que fazem parte integrante da Filarmónica Recreio Serretense e que vão estar presentes no Campo Pequeno, neste evento taurino. É um marco importante para os Açores, para a ilha e para a freguesia da Serreta. Olé!


Do que a gente gosta... "Angra, Festa Brava" é a aposta 2011

Angra, Festa Brava

 


Imagem in "Ilha Brava e Doce"


 


De 17 a 26 de Junho 2011, Angra do Heroísmo será palco, novamente, de uma das mais queridas festas açorianas, terceirenses e angrenses. Ninguém fica de fora e todos são chamados a celebrar São João com concertos, gastronomia, cultura, divertimento, sabores e tradições, com um mar de gente a elevar o balão da amizade, da partilha, da caridade, do amor à camisola, que se traduz no amor a tudo o que faz Angra do Heroísmo parecer um paraíso em festa, nas Festas Sanjoaninas 2011.


Vem, amigo, desta terra
Deste mar e deste vale
Se a bandarilha aterra
O toiro nem leva a mal.

Vem, daí, bravo emigrante,
Contemplar o povo ilhéu,
No regaço radiante
Encontrarás o teu céu.

Vem a Angra, Festa Brava,
Não a deixes escapar
Ela apregoa a lava
Que a fez beijar o mar.

É noiva de São João,
Num Pezinho de encantar,
Sua saia de balão
Roda, roda sem parar.

Rosa Silva ("Azoriana")

45º aniversário do CCD - Centro de Cultura e Desporto da Segurança Social de Angra do Heroísmo

45º aniversário do CCD - 29 de Maio

 


Programa comemorativo do 45º aniversário

Recordar é viver lembrando...

Recordar é viver lembrando...


 



«Serreta na intimidade»
Um livro que foi lançado
No salão da Sociedade
Pelo povo acarinhado.


 


O dois de Abril me há-de
Ficar sempre recordado
E naquela comunidade
Foi sonho realizado.


 


Paira ainda um sorriso
Uma emoção verdadeira
Que me deu volta ao juízo...


 


Icei do meu ser humilde
Uma âncora pioneira
Do desejo da Matilde.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Homenagem aos filhos que tratam as Mães. 13 de Maio de 2011

a ti, Frederico Freitas...

 


 


 


 


AOS FILHOS QUE TRATAM AS MÃES
CONTORNANDO A PRÓPRIA VIDA


TERÃO SEMPRE OS MELHORES BENS


E NO FIM MELHOR GUARIDA.


 


AOS FILHOS QUE TRATAM AS MÃES
Homenagem é garantida
Vocação que p’ra isso tens
Jamais será esquecida.


 


Nem olhas ao teu viver
CONTORNANDO A PRÓPRIA VIDA
Elevas quem deu teu ser


Tantas vezes e de seguida.


Os filhos não são reféns
Nem prisioneiros sem ganho
TERÃO SEMPRE OS MELHORES BENS
No que fazem com empenho.


 


Todos temos uma missão
Se alegre e bem cumprida
Terá o prémio de acção
E NO FIM MELHOR GUARIDA.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


[Eu não fui tanto assim
Mas faço do que percebo
A rima do meu jardim
Da minha mãe eu recebo.]


 


13 de Maio de 2011

FÁ, LÁ, DÓ, MI - A música é linda, não é?

Pois é!

O que me lembro é do "Dó-Ré-Mi-Fá-Sol-Lá-Si-Dó" e uma combinação que parece dizer: "Fá-lá-dó-mi" - Falam de mim... Pois é! O resto não sei... E tenho pena. Talvez as minhas criações com música, à séria, seriam meio caminho para a canção by myself... Pois é! E agora?!

Em quantas lições se faz a cadeira musical? Ainda haverá tempo para "Fá-lá-dó-mi" para espaços e para as linhas? As colcheias, as semi-colcheias, ui, ui... Já estou a baralhar a pauta... E por falar de pauta... Onde está a clave do Sol? Acho que o desenho começa na linha do sol... Será?


 





 


Eu adoro música mesmo sem perceber patavina dela mas... imaginem que começava a perceber...


 


Por agora basta de musicalidades...


 


Logo é que quero ver até onde vai Portugal no Festival da Canção 2011, em directo da Alemanha... Sinceramente, não sei até que ponto "A Luta é Alegria" irá convencer ao voto... Mas olhem que se conseguirmos votos, vou confirmar algo que já ando há tempos a pensar... A música faz milagres! Será?!


 


Aguardemos com os Homens da Luta. Não gosto muito do termo mas... que mexem com tudo e com o pezinho lá isso mexem...

A saudade

 


Saudade

 


Nos nasce no pensamento
E aloja-se no coração
Pra nos deixar sem alento
Numa forte solidão.

A saudade faz chorar,
Faz a dor tornar-se forte
Ela até pode matar
Mas não finda com a morte.

Saudade é o que sentimos
Quando chega a distância
Se encurta até rimos
Como quando ri a infância.

Não há maior saudade
Como de pai ou de mãe
Esta cresce com a idade
E quando já não os têm.

Só é nula ou muito rara
Se nunca houve amor
Se a lágrima não dispara
Nem se levanta uma dor.

A dor maior deste mundo
Vai curando com amizade
E com o amor fecundo
Que é invés da saudade.

E se eu deixar saudade
Na vez que então me for
Ficam versos, sem idade,
Como sinal de amor.

Podes não ver o amor,
Podes não sentir o bem,
Darás pelo seu valor
Na saudade que te vem.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Fazer para Ter e Ser

Acreditem que é verdade
A Crise de Portugal
Só de falar,
Pensar,
Comentar
Já nos sabe tanto mal
Inferniza a sociedade.

Estou cansada, na verdade,
Da Crise de Portugal
Escravo
Em desagravo
Sem o cravo
Murmura e coisa e tal:
Onde está a liberdade?!


 


O solstício da Nação
Na Crise de Portugal
Quer fazer
Pra ter
E ser
Novo arranjo floral
Nas trocas de produção.

Se tens alhos dou-te favas,
Foge da Crise infernal,
Com cebolas
Rima ceroulas
E nada de coisas tolas...
Façam bem a Portugal
E mais coisas tu trocavas.

---- O dinheiro é que é FATAL!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 

A todos os que sofrem pela morte de alguém

 


RIP

 


 


 Índice temático: Desenho sonetos

«Serreta na intimidade» - Uma linda oferta de Clarisse Barata Sanches, poetisa de Góis

 


Serreta na intimidade e Cânticos da Beira

 


Clique na imagem para ler o poema de C.B.S. - Clarisse Barata Sanches


 


O meu AGRADECIMENTO


 



Ambas um dia morreremos
Não sei quem irá primeiro
Mas atesto que gostaremos
De nos abraçar por inteiro.

Se eu demorar a entrar
Na Celeste Eternidade
Peça por mim, a orar,
Com “Serreta na intimidade”


 


Tem nome: “pequena serra”!
Berço de leais heróis
Do mar dista esta terra
Tal como sua linda Góis.

Fica mais perto do Céu
Da brisa e do nevoeiro
Que a tinge com alvo véu
Desde o vale ao outeiro.

Linda Senhora, a Rainha,
Mãe, do raminho à direita,
Raramente está sozinha
À esquerda, o Filho espreita.

Dedico-lhe, hoje, esta rima
Com uma grande emoção
Quero içar a minha estima
Por ti, amiga do coração!

Sei que a gente não se vê
De uma forma real
Mas quem tem fé também crê
Neste feliz virtual.

Foi graças a estas vias
Que conheci a poetisa
Clarisse faz brilhar seus dias
Na escrita que eterniza.


 


Bem-haja!


Rosa Maria Correia da Silva

 

Bom Dia Açores de 2 de Maio com Victor Santos e o Pezinho na Terra-Chã

 



 


Aos 29:55 reportagem de Vasco Pernes - Pezinho na Terra-Chã, e a entrevista de Pedro Moura a Victor Santos. É triste verificar que as tarifas da SATA aumentaram ao ponto do seu grupo desistir da digressão a algumas ilhas dos Açores, incluindo a Terceira, de onde Victor Santos é natural. Será que não há meio de eles puderem vir? Uma permissão especial e extraordinária?!

Assim, perderemos o intercâmbio cultural e a solidariedade de emigrantes a bem dos açorianos.

Valha-nos alguém com alma e coração. Quem perde serão as instituições que servem de lar a tantos jovens sem laços familiares.

Ó Gente da "minha" Canada... (dos Folhadais - São Carlos) e, ainda, o livro da Ganadaria... e o CD do 5º Toiro

Como começar esta prosa?! Pelo princípio, logicamente...


 


 



 


 


 




Há alguns dias, desde 30 de Abril p.p., que ando a ler no livro "Ganadaria da Ilha Terceira", da autora Isabel Coelho da Silva, sobre a família Albino, sobejamente conhecida na ilha e não só. Acontece que se já era contagiada pela febre dos toiros, salvo seja, melhor dizendo pela aficion das touradas, ganaderos e afins, imaginem como me sinto agora depois de conhecer melhor os bastidores e afazeres desde a alvorada do ganadero até ao quase ao romper de nova aurora. É trabalhoso, perigoso e uma paixão. Da forma que Isabel Silva caprichou a escrita, da forma que as imagens se sucedem entre um passado, um presente e os projetos futuros, fiquei rendida àquela paixão que atinge os terceirenses e os que gostam de nós...

E vai daí que sonhei... (tenho sonhado demais ultimamente) Sonhei que tinha quatro gaiolas na entrada de baixo dos portões lá de casa, que na parte de cima a entrada estava com umas mesas recheadas de comes e bebes patrocinados por gentes várias, que as colchas se penduravam nas janelas daquela Canada toda, que havia, imaginem, altifalantes com música "Olé bravo taurino", que toda a gente da rua tinha aderido à concretização do sonho, que até alguns membros de entidades oficiais eram homenageados num palanque, que os animais domésticos estavam bem guardados nos canis e gatis, que os guarda-sóis estavam a desempenhar bem o seu papel nas mãos de uns quatro ou mais capinhas, que a D. Fátima tinha garantido dois toiros e o Ti Humberto Filipe também se mostrara amigo desta efeméride e tinha garantido dois toiros, mesmo que, em ambos os casos, fossem toiros que estivessem na idade da reforma... Tudo isto não passaria de uma brincadeira bem à moda da Terceira com a participação amiga do grupo musical terceirense "Só Forró" que, também ele, acaba de lançar o primeiro CD, cujo título é precisamente "O 5º Toiro".


 


 



 


 



Se a D. Fátima Albino, marido, filhas e genros são amigos que já me acenam sempre com um sorriso grande; se a nora do Ti Humberto Filipe é também uma amiga que já conhece as minhas ideias repentinas; se o José Fernandes, vocalista do "Só Forró" e restante pessoal do grupo também me conhece minimamente; se o pessoal da "minha" recente Canada tem paredes bem altas, salvo algumas excepções; se a crise dividida por todos fica mais levezinha; se temos um novo Representante da República que, pela imagem que já vi em jornais, nos sorri até com o olhar... porque não mostrar a esta entidade nova uma gracinha de tourada?!

Ufa, só de escrever isto, assim de corridinha para que o almoço assente, estou com os dedos esfalfados, imaginem o que não seria a azáfama de preparar uma "Tourada da Amizade", em louvor a S. Mamede.

Se houver alguém que tenha vontade de isto ir para a frente é só inscrever-se para:

"Rima do foguete", "rima da PSP", "rima do Seguro", "rima do Ganadero", "rima do Capinha", "rima dos Comes", "rima dos Bebes", "rima do Risco", "rima da Câmara", "rima do Pastor", "rima do Fiscal", "rima do Palanque", "rima do Altifalante & Cª", "rima do "Só Forró", "rima da Tapada", "rima da Limpeza", "rima do 5º Toiro", "rima do Repórter", "rima dos Cestos e Gelados"... e se faltar alguma rima pois o improviso que resolva o que não se puder resolver.

Mas isto é só sonho... A realidade depende do sonho ter pernas para tourear :)

Rosa Silva ("Azoriana")


 


 

Eu sou da Terceira




 


  Eu sou da Terceira
Não arredo pé
Sou brava e toureira
Bandarilha até.


Terceira ó ilha formosa
De festas e confrarias
Em frente à Graciosa
Pico e São Jorge seus guias.
Terceira está sempre viva
Com colchas pelas janelas
Mas o que mais os cativa
São os copos e as donzelas.

Coro

Ao redor da nossa ilha
Não faltam Sociedades
Nos palcos faz-se a partilha
Encontro de amizades
No Carnaval vão as Danças
Com seu canto popular
Que também pelas matanças
Abrem cantigas do lar.

Coro

Terceira de alto a baixo
Com a manta do sorriso
Na alegria do tacho
Ferve sempre o improviso.
Nossa ilha de amores
Promessa de alfenim
A Terceira dos Açores
Cantará até ao fim.

Coro

Rosa Silva ("Azoriana")

Para os amigos canadianos, emigrantes terceirenses

Meu livro no Canadá
Recheado com a Serreta
Pra quem não pode vir cá
Que a saudade se derreta.

A prosa e a doce rima
Têm um gostinho suave
Porque a todos aproxima
Entram mesmo sem ter chave.

A ave que vês na capa
Pousa o bico no mar
Como se fosse uma lapa
Mergulhando no paladar.

Alegra a vista na Fajã
De verde em tonalidades
São coroados de manhã
E à noite plas trindades.

Quem me dera que o seu cheiro
Junto com a brisa do mar
Inundasse o mundo inteiro
Como a fé no nosso Altar.

Um Altar perto da serra
Com uma aragem do céu
Que em nevoeiro encerra
Para nos cobrir como véu.

Vocês aí não esqueçam
A terra que é vossa e minha
E antes que adormeçam
Voltem à Serra Rainha.

Mas se a volta for empecilho
E causar muito transtorno
Mandem cá filha ou filho
Pra saudade ir em retorno.

Rosa Silva