Tenho pena, muito pena, de não lembrar as cantigas que trocámos num serão que perdurou até ao novo dia. Perante a assistência e seis cantadores masculinos - Fernando Alves Fernandes, José Medeiros; Ludgero Vieira, Isidro de São Bartolomeu; Valadão e eu (representando o sexo feminino); Fernando Alvarino e, novamente, Isidro de São Bartolomeu; sem esquecer os quatro tocadores - duas violas e dois violões, entusiasmei-me por dar o meu melhor contributo.
Ontem, nas Doze Ribeiras, tive a oportunidade de realizar novo sonho: cantar com o sobrinho do antigo vizinho Barbeiro, da Serreta. E, sem dúvida, que ele segue o cerne das cantigas ao desafio com garra. Belas cantigas honrando o nome: Mãe. As rimas soltaram-se à roda deste tema e sublimaram os laços de amizade.
Em 1975/1976 estive na Telescola das Doze Ribeiras e aprendi o valor da amizade. Perdi uma grande amiga por ocasião do sismo de oitenta e até hoje não esqueço a dor que senti. Ontem, pela minha mente, passou o filme do passado, mas não dei cavaco. Cantei o que me surgiu repentinamente sob a melodia que gosto tanto.
Na despedida conjunta lembro desta:
Se há flores no meu regaço
Deixo todas para vocês
E também deixo um abraço
De finura e tão cortês
Se me virem noutro espaço
Lembrem do dia deste mês.
Rosa Silva ("Azoriana")
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