13 de Novembro: Cantoria nas Doze Ribeiras no Clube da Bola

Tenho pena, muito pena, de não lembrar as cantigas que trocámos num serão que perdurou até ao novo dia. Perante a assistência e seis cantadores masculinos - Fernando Alves Fernandes, José Medeiros; Ludgero Vieira, Isidro de São Bartolomeu; Valadão e eu (representando o sexo feminino); Fernando Alvarino e, novamente, Isidro de São Bartolomeu; sem esquecer os quatro tocadores - duas violas e dois violões, entusiasmei-me por dar o meu melhor contributo.


 


Ontem, nas Doze Ribeiras, tive a oportunidade de realizar novo sonho: cantar com o sobrinho do antigo vizinho Barbeiro, da Serreta. E, sem dúvida, que ele segue o cerne das cantigas ao desafio com garra. Belas cantigas honrando o nome: Mãe. As rimas soltaram-se à roda deste tema e sublimaram os laços de amizade.


 


Em 1975/1976 estive na Telescola das Doze Ribeiras e aprendi o valor da amizade. Perdi uma grande amiga por ocasião do sismo de oitenta e até hoje não esqueço a dor que senti. Ontem, pela minha mente, passou o filme do passado, mas não dei cavaco. Cantei o que me surgiu repentinamente sob a melodia que gosto tanto.


 


Na despedida conjunta lembro desta:


 


Se há flores no meu regaço


Deixo todas para vocês


E também deixo um abraço


De finura e tão cortês


Se me virem noutro espaço


Lembrem do dia deste mês.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

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