Por uma questão de saúde mental costumo arredar-me das notícias dos telejornais que proliferam pela ecrã televisivo. As más notícias é que tomam sempre a dianteira para arrasar com a nossa saúde (mental e física). Mesmo que me afaste dessas actualidades, elas acabam por ser faladas no dia-a-dia com prós e contras. Ouvi que ressaltam novas medidas para debelar a crise que alastra nas bolsas portuguesas... Temo que ainda não tenham chegado ao verdadeiro mal: O PREÇO DAS COISAS!
Senhores governantes, abnegados e interessados em salvar Portugal, acreditai que O PREÇO DAS COISAS é o ponto de partida para debelar a crise. Enquanto não fizerem a REVISÃO DO PREÇO DAS COISAS em Portugal a crise não se arredará um milímetro. Equilibrar a RECEITA e a DESPESA surtirá bom efeito no SALDO. Se a balança não tiver alinhamento, a crise permanecerá um tormento.
E lembrem-se que UM EURO corresponde a 200,42 ESCUDOS, portanto, as continhas têm de contar com redução do PREÇO DAS COISAS ou AUMENTO DA RECEITA e não o contrário. Assim, Portugal terá um futuro desastrado.
Mas quem sou eu para alertar para o mal do PREÇO DAS COISAS?! Sou uma cidadã que se inquieta para equilibrar a balança doméstica entre a RECEITA e a DESPESA, por causa do maldito PREÇO DAS COISAS. Irra, que não há maneira de perceberem que o mal está mesmo aí, no PREÇO DOS BENS ESSENCIAIS.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. O artigo saiu em prosa porque se fosse a rimar estragava o meu blogar.
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O preço das coisas (Bens essenciais)
Festas do Império de São Carlos – 2010
No verso não me baralho
Nem me dou à nostalgia
As festas dão mais trabalho
Que o trabalho nos daria.
No reverso da inspiração
Que se fez algo pousada
Regresso do pé pra mão
Com a rima minha amada.
E fazendo a revisão
Das festas da minha zona:
Digo que há satisfação
No verso que vem à tona.
Rumei com grande alegria
À Festa que me rotunda:
Na quinta da Cantoria
E prós toiros da Segunda.
António e Maria Clara
Estreando lado a lado:
Celebrando cousa rara
Fez São Carlos animado.
Com gravata no alforge
Fizeram rir nosso povo
O da ilha de São Jorge
Começava um ano novo.
Eliseu e Fábio Ourique
Também em estreia eficaz
Fizeram um bom despique
Bela voz tem o rapaz.
Lupércio e Ti’ João,
Marcelo e Hélder Pereira
E o “casal” do serão
Com mais quatro à sua beira.
No fim, Mota e Retornado
Num despique erudito
Tiveram Cristo a seu lado
Foi o tema favorito.
A festa assim teve glória
Sem esquecer os tocadores;
Nossa terra tem história
De improviso e cantadores.
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns a Hélio Costa
Fazer anos é tão bom
Se conserva cada dom
Que Deus nos quis ofertar
Creio que é mais feliz
Aquele que bem nos diz
E brilha em qualquer lugar.
Tens brilho por excelência
Valores por competência
Na rima és exemplar.
És bravo do Carnaval
És poema natural
De versos dia e luar.
Da rima és o archote,
Do Carnaval tens o mote
Das cantigas pioneiras;
Da Terceira és o adro
Do poema belo quadro
O brasão de mais bandeiras.
Que a vida te sorria
Para sempre e neste dia
De mais um aniversário
Que haja muita saúde
Paz e alegria amiúde...
No abraço extraordinário!
Parabéns!
Rosa Silva ("Azoriana")
Angra, sereia ao luar
Cantam as ondas de espuma
Na Angra sonho de areia
Da ilha onde a bruma
É pão nosso de mão cheia.
Cantam gaivotas marinhas
Pelo céu a despertar
O marulhar das rainhas
Sereias do meu cantar.
Ó Angra
Do Heroísmo
Prainha do mar
em quilha
Ó Angra
Do meu lirismo
Baía a cantar
a ilha.
Terceira
Verso lilás
Sereia ao luar
Rosquilha
Terceira
Belo cartaz
Doce a rimar
redondilha.
Num abraço em tom dourado
Pelo sol de aurora pura
Brilha o teu corpo alado
Pela onda da ternura.
És Prainha de afectos
Na cor das tuas areias
És de filhos, pais e netos,
Rima que corre nas veias.
Rosa Silva ("Azoriana")
Rosto(s) de e para a cultura regional
O rosto fresco da nossa televisão
DULCE TEIXEIRA
A simpatia e beleza
São o toque especial
No rosto que com certeza
Inspira qualquer jogral.
Uma jovem terceirense
Que em parcos minutos
Nos dá do seu pertence
Os ditos dos mais astutos.
A cultura regional
Irá muito mais além
Com o seu tom divinal
De humildade também.
Cinco minutos?! É pena,
Sendo ela da Terceira...
A alma não é pequena:
Bem-haja, Dulce Teixeira!
Rosa Silva ("Azoriana")
2010/09/22
Angra sem carros na rua principal (e com muitos nos arredores)
Há escritos que me embalam a recordação de um passado não muito distante. Outros há que me sacodem a memória de outras eras. Há, ainda, os que mantém viva a esperança adormecida.
Dou por mim a sonhar acordada e a dormir despertada por sonhos, quase a roçar os pesadelos. No entanto, "it's summer time" nos primórdios do fim. Sinto o "friozinho" misturado com as sombras e afastado pelos raios solares nas frinchas do dia. Porém, não há remédio para o solar das ideias, talvez porque prefira a declaração de rotura total para o mundo e o alvor de novo começo humano numa paz de anil.
Estarei acordada ou dormindo perfumada por querer permanecer no sonho das flores que fizeram as delícias de umas quantas narinas que passearam no odor do Jardim da Senhora, numa miscelânea de Perfumes de Amor Mariano?!
Dou por mim a prosear e a rimar num dia pausado de carros numa rua que merece descanso por um dia... E canto:
Flores com alma
Somos vidas peregrinas
Num ilhéu em alto-mar
Somos vales e colinas
Lava fria a incendiar.
Somos versos às camadas
Numa ilha tão taurina
Somos torres madrugadas
Odores de flor divina.
Somos o que quer que seja
Coroados de anil
Somos todo o mar que beija
A terra de bom perfil.
E somos a grande alma
Da nossa ilha Terceira
Somos o lírio e a palma
No Jardim da Padroeira.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: As vírgulas e demais pontuação não deu tempo... desculpem-me!
Gravado para a Rádio Portugal USA.
Angra do Heroísmo: Partiu a "Voz da Terceira"...
Descanse em Paz!
Partiu ontem e hoje foi para a terra fria. O Sr. João D'Ávila permanecerá na memória da família, a quem presto as sentidas condolências; na memória dos amigos, conhecidos e a quem o ouviu na rádio - RCA Rádio Clube de Angra.
Nunca falei com ele mas conheci descendentes que estimo e admiro. Criam-se laços de amizade que um sorriso ata nos dias correntes.
Há escritos que eternizam a vida do ilhéu digno de todo o nosso preito e respeito, honrando, assim, a sua passagem terrena.
(http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=21391 e http://portodaspipas.blogs.sapo.pt/1029140.html e http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=17316&visual=3&layout=10&tm=6)
Fátima Albino feliz, mulher de “garra” em livro
"“Depois da família, a minha grande paixão é a tauromaquia” – retemos, desde logo, a expressão que melhor caracteriza o modo de ser e estar de Fátima Albino, actual proprietária da Casa Agrícola José Albino Fernandes, que, no próximo dia 21 de Setembro, vê-se retratada na publicação “Fátima Albino: Uma Ganadeira da Ilha Terceira” da autoria de Isabel Maria Coelho da Silva.
A fonte desta introdução está em vários sítios da internete. Não vou indicá-los porque basta ir ao motor de busca universal e colocar os termos de pesquisa - Fátima Albino; ganadeira, e depara-se-nos um leque de resultados consideráveis.
Mulher, esposa, mãe, ganadeira, alegre, simpática e amiga. Tudo isto por causa de uma vida dedicada à família cuja actividade se prende com a tauromaquia de cunho terceirense. Agora, é-lhe feita a devida e merecida homenagem: um livro para memória actual e futura. Certamente que Fátima Albino, como é conhecida, está feliz com o que considero ser uma realidade nobre.
Até logo às 21:30 no lançamento do livro que vou estimar e preservar na biblioteca das emoções.
Da Azoriana
Quando a morte me pousar
Digo agora: vou feliz!
Levo o dom do meu cantar
Que honra nossa raiz.
A morte eleva a vida
Mesmo que ela seja dura
A vida pra mim é querida
Quando versa a ternura.
A morte não tira nada
Que a gente já não saiba
Outra Vida é elevada
Para que a saudade caiba.
Quando choramos a morte
De alguém muito querido
É porque o Amor foi mais forte
E jamais será esquecido.
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns Maria Clara, cantadeira terceirense
Um feliz aniversário
Te desejo, à primeira,
Registo no calendário:
Brava lilás cantadeira!
E ousa ser mais feliz
Sempre pela vida fora:
Tens as rimas de raiz
E de ti não vão embora.
És a jovem da Terceira
Que seduz o mundo inteiro;
És a nova cantadeira
Que avança no terreiro.
Também gosto de cantar
Mas não canto como tu
Tu só me fazes lembrar
A nossa linda Turlu.
Um dia, se Deus quiser,
Que haja disposição,
Rimarás pela mulher
Com rimas no coração.
Se resposta quiseres dar
Tens a minha gratidão
Porque quem sabe rimar
Faz da rima a ocasião.
Beijinhos
Rosa Maria
Trago flores no coração
Mote
Trago flores no coração
Que me deu Nossa Senhora
E foi com grande emoção
Que de lá me vim embora.
Glosa
Trago flores no coração
Nos versos da cantoria:
Na Lapinha fiz questão
De cantar pla freguesia.
Que me deu Nossa Senhora?!
Muito gosto por lhe cantar;
E pla minha vida fora
Da estampa vou lembrar.
E foi com grande emoção
Que parti, sem despedida;
Sonhei com a sua canção...
E vi pétalas de vida.
Que de lá me vim embora
É hoje realidade...
Mas meu coração lá mora...
Podem crer que é verdade!
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Estive na Serreta de 10 a 16 de Setembro de 2010. Cantei na Lapinha a 11 (Sábado da Serreta) e a 16 (Quinta-feira) de Setembro.
Em breve divulgarei algumas imagens.
Programa das Festas de Nossa Senhora dos Milagres da Serreta - 2010
Imagens fornecidas por Zélia Pires
Sábado – 11 de Setembro
19:00 - Desfile da Filarmónica Recreio Serretense
20:00 - Novenário em Louvor de Nossa Senhora Dos Milagres
21:30 - Abertura de Iluminação e Bazar
22:00 - Concerto pela Filarmónica Recreio Serretense
00:00 - Tradicional Fogo Preso
Domingo – 12 de Setembro
00:30 - Missa
06:00 - Missa
06:30 - Alvorada
10:00 - Missa
16:00 - Missa seguida de Procissão em Louvor de Nossa Senhora Dos Milagres
21:30 - Abertura de Iluminação e Bazar
22:30 - Actuação do Grupo “Os Amêndoa Doce”
Segunda - Feira – 13 de Setembro
06:30 - Alvorada
16:00 - Tradicional Tourada de Praça, animada pela Filarmónica R. Serretense (Touros da Ganadaria de Humberto Filipe)
21:30 - Abertura de Iluminação e Bazar
22:30 - Actuação do Grupo “Só Forro”
Terça - Feira – 14 de Setembro
12:00 - Bodo de Leite com o tema ”Tradicional Matança do Porco” de seguida leitão no espeto
12:30 - Zona de Insufláveis para as crianças “Quinta do Galo”
18:00 - Missa seguida de Procissão em Louvor de Sto António
21:30 - Abertura de Iluminação e Bazar
22:00 - Zona de Insufláveis para as crianças “Quinta do Galo”
22:30 - Actuação do Grupo “Os Sete da Vida Airada”
Quarta - Feira – 15 de Setembro
11:00 - Excursão ao Tentadero de Humberto Filipe
17:30 - Tourada a Corda (touros da Ganadaria de Humberto Filipe)
22:30 - Grandiosa Noite de fados, animada por “Fábio Ourique”
(Durante o espectáculo iremos servir “Caldo verde”)
Quinta - Feira – 16 de Setembro
16:00 - Vacada na Praça (Vacas da Ganadaria de Humberto Filipe)
Agradeço, reconhecidamente, aos mordomos da Festa por me terem facultado o programa para vosso conhecimento.
Venham todos fazer uma visita à vossa Mãe Milagrosa e tragam, se possível, uma flor para o Seu Jardim junto ao Altar, que é a melhor homenagem que fazem à Senhora dos Milagres e às vossas mães.
Informação pessoal: Visitem, também, a exposição de uma jovem que, pela primeira vez, mostra a sua arte perto do Santuário da Nossa Senhora dos Milagres, na sala de uma casa particular.
A freguesia da Serreta pertence ao concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores - Portugal.
O que vamos buscar à Serreta nesta altura?
Ouvimos o silêncio que nos dá esperança. Lemos o que dizem os conterrâneos e agradecemos em nome da Mãe dos crentes (e dos não crentes). Todos têm direito a ter os seus credos ou não ter credo nenhum. Hoje, tudo se tolera, tudo vale, tudo é permitido... Ninguém quer rejeitar alguém... Todos somos seres que respiramos ar, terra e/ou mar. Todos nascemos, todos vivemos e sofremos e temos uma certeza: todos partimos, quer sejamos crentes ou não.
Hoje, li n'A União, jornal online, um artigo da autoria do pároco Francisco Dolores, que começa assim: "Nómadas do Infinito ou Peregrinos da Fé, as gentes desta Ilha Terceira de Jesus calcorreiam uns bons quilómetros, em demanda de Nossa Senhora dos Milagres da Serreta." (...) e termina com um apelo: "Para além de fazer-nos caminhar para as encostas da Serra de Santa Bárbara, abre-nos os horizontes do mar, casando o verde dos campos, com o azul do Oceano e do Céu infinito. Vamos à Senhora dos Milagres!". É simplesmente lindo!
Quem é capaz de resistir a este chamamento feito através de um homem de Fé?! Quem é capaz de resistir ao sorriso de uma Mãe que está a preparar-se para receber os seus filhos em Festa?!
Já hoje me vou preparar para ir ter com Ela... A semana que se aproxima é a que mais grita o nome de MÃE, nem que seja "no silêncio dos nossos corações" e, ainda, ouço o antigo apelo que me sussurra: - Vamos trabalhar por Nossa Senhora!
Mãe, mãe, mãe, doce Mãe!
Vinde Arcanjos, vinde connosco cantar!
Rosa Silva ("Azoriana")
Saudade
Para ter pra dar aos filhos
'Inda não vi um vintém
Nem tão pouco vi sarilhos.
Verdes anos já se foram
E pra mim não voltarão
Mas as rimas não devoram
A mente e o coração.
Não rimei a vida inteira
Tinha a mente adormecida;
Hoje se sou cantadeira
Fui nesta ilha tecida.
A ilha chama a Saudade
A saudade nos faz cantar...
Por isso, é bem verdade,
Que é dela o meu rimar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nikita (e Tobias)
Eras minha linda "menina",
Flor do lar, tranquilidade:
Nikita, gata pequenina,
Foste a grande novidade.
Nunca mais te vi, perdi-te,
Mas jamais te esquecerei!
Não tive nenhum palpite
Mas contigo já sonhei.
Nikita, adeus, adeus!
Não se chora um animal
Felino, com mimos meus,
Foste pra mim original.
Agora deram-me o gato,
Novo e também bonito...
Mas é certo, é um facto,
Que não será o favorito.
Lembro-me do teu miar,
Leve e mal se ouvia,
O novo gosta de brincar
Quer de noite ou de dia.
"Tobias" é sua graça,
Nikita era a tua,
Que se afaste a desgraça
Dos animais desta rua.
2010/09/07
O dia da chegada de novo gato...
Rosa Silva ("Azoriana")
A simbologia quase perfeita...

Um queimado no mar;
Um guardião da serra
Outro no seu repousar.
Mirante de águas mansas;
O outro em aquário
Temperado de lembranças.
Passeando pela ilha
mansa
No meu coração
dança
Enquanto o meu olhar
avança
ri[sonho].
A Nikita - a gatinha que eu "tinha" (?)
Para quem não sabe, eu explico: Em tempos idos não era muito adepta de felinos e caninos. Era o pêlo, eram os ronrons, era uma espécie de alergia, era um não gostar de animais de quatro patas como se gosta de humanos (alguns!)... Mas adiante. A partir do susto que passei ao ponto de ter um cão (aliás, cadela - a LEOA, uma fera que não deixa viv'alma penetrar num milímetro da sua morada), a partir do regresso do meu primogénito com dois (2) gatos, estimados ao duplo, triplo, "and so on", o Boxinha e o Faraó, mais conhecido por Preto (com um pêlo invejável e uns olhos esverdeados que até parece gente e reagem como se fossem humanos), acabei por me afeiçoar aos bichinhos que ladram (a minha) e os que miam (os nossos).
Posto isto, acabei, também, por trazer para casa uma gatinha a que dei o nome de Nikita. Afeiçoei-me a ela como se de uma menina mimosa, beijoqueira, amiga e fiel se tratasse. Só que esta menininha não aparece há alguns dias. E hoje dei comigo com a lágrima no olho! Impensável tal sentimento há uns tempos atrás. Portanto, isto só prova que estou muito mudada com a idade da ternura.
Será que alguém também se encantou com ela? Será que ela arranjou namorado e está só um bocadinho fora de casa, "in love" e voltará com a barriguinha maior (acho cedo para tal, mas...)? Será que resolveu explorar o belo lugar de São Carlos e não consegue regressar a casa? São muitas perguntas sem resposta imediata.
NÃO vou pôr nenhum AVISO nos jornais, NÃO vou DAR alvíssaras, NÃO vou PEDIR mais gatinhas, gatinhos, cadelas, cachorrinhos, NADA!... Vou ficar com a recordação daquela "bola de pêlo" amarelinha, cuja cauda era uma autêntica obra de arte, às rodelas nos tons amarelos mesclados, simétricos e lindos. Ela "era" mesmo linda e muito meiga... NÃO! Não vou chorar por ti, Nikita! Vou-te "imortalizar" no meu artigo de hoje. Os gatos não têm alma mas marcam a nossa...
Rosa Silva ("Azoriana")
Feliz aniversário - SAPO - 15 ANOS
PARABÉNS!
Ó meu querido SAPinhO
Que gosto de abraçar
No dia que o colarinho
É feliz a ASSAPAR.
És jovem de quinze anos
E estás em toda a parte
Batráquio destes humanos
Que vão dando sua arte.
És a surpresa do dia
Saindo da verde caixa
Com o laço da euforia
Com tua bonita faixa.
Ó SAPO dos meus amores,
E alegrias sem fim,
Da Terceira, dos Açores,
Dou-te rimas do jardim.
O jardim bem animado
Que guardas e que partilhas
Tens Portugal do teu lado
E o louvor das suas ilhas.
Com o teu olhar atento,
E uma equipa brilhante;
Tudo em ti gera talento
Com a marca radiante.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Parabéns à maravilhosa equipa aniversariante. Este o meu artigo alusivo à festa dos 15 anos.
Não enumerei as mudanças porque era um artigo infinito mas sucintamente estão aqui. Graças ao SAPO descobri um dom que não sabia que tinha, mantenho-me assapada há 6 anos, já interpretaram letras minhas, já publicaram em livros e jornais criações minhas, já editei um livro em co-autoria com outra amiga do SAPO. E, sobretudo, já subi ao palco da cantoria ao desafio e também em convívios de amigos em bares. Isto no que me diz respeito mas, acredito piamente, que todos os que fazem parte desta mansão estão satisfeitos e, caso não estejam, há sempre forte apoio da equipa.
Por tudo isso, viva o SAPO e parabéns! Venham mais 15, 15, 15...
Preciso da vossa opinião (no comentário)
A pedido de algumas famílias (não muitas) venho informar que estou a pensar MUDAR o template actual por um à experiência num blog aqui mesmo ao lado. Para tal se efectivar, porque não quero ofender o amigo Pedro da Equipa do SAPO, que me foi tão prestável na ajuda para criar o que está ainda em vigor, é necessário a vossa opinião.
Fico à espera de comentários a favor ou contra o novo look. Já sabem que eu também tenho a mania das mudanças. Não aguento muito tempo com o mesmo visual porque sou do signo Carneiro e tenho Marte para me atiçar quanto baste e o Dragão para ainda me fazer ferver o suficiente para mudar o que quer que seja.
Então vamos ver se o "new look" vos agrada (ou não)...
Da Junta de Freguesia das Cinco Ribeiras - A SURPRESA!
Ao Exmº Senhor Presidente da Junta de Freguesia
E à população residente na Freguesia das Cinco Ribeiras
1 de Setembro de 2010
Hoje mesmo recebi
Uma carta amistosa
Do Presidente eu li
Agradecimento pra Rosa.
Uma lágrima emotiva
Perante a fotografia
Onde estive toda festiva
No palco da freguesia.
Na resposta vou levar
Toda a minha emoção…
Para sempre vou guardar
A prenda do coração.
Dez cantadores no palco
Com as duas cantadeiras:
Nestas rimas eu decalco
As belas Cinco Ribeiras!
Dia catorze de Agosto,
Do ano dois mil e dez,
Plantou-me alegria no rosto
E ao Charrua de lés-a-lés.
Centenário do nascimento
Para sempre bem lembrado
Charrua de grã talento
Dignamente laureado.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Sobre a Cantoria ao Desafio na Freguesia de Santa Bárbara, concelho de Angra do Heroísmo
2010/08/31 e 2010/09/01
Começou na Terça-feira
E foi longa a Cantoria
Já era Quarta-feira
Quando a gente de lá partia.
Eliseu e Paulo Botelho
Da Terceira e São Miguel
Uma e outra o espelho
Da cantiga mais fiel.
Carlos, o "Santa Maria",
Alinhou com José Santos,
Numa branda harmonia
Que teve os seus encantos.
A seguir a tal bonança
Veio a pura claridade;
Ela é nossa esperança
Canta na flor da idade.
Não teço a rima em alforge
A nossa jovem Maria
Com o António de São Jorge
A noite foi uma alegria.
Ela dava a pitada,
Ele de verso correcto,
Ela sempre afinada,
Ele no tom predilecto.
Os olhares e os ouvidos,
Naquele largo barbarense,
Estavam todos erguidos
Pelo par que ora vence.
No meio da multidão
Que não arredava pé,
Palmas e risos então
Culminaram com mais fé.
E eu no meu coração
Sentia como quem gosta
Desta nova geração
Que em tudo se lhe aposta.
Mesmo fora dessa idade
E sem todo o seu talento
Vi-me sonhar, com vontade,
De estar lá, naquele momento.
Santa Bárbara trouxe à luz
São Jorge e a Terceira,
Ilha amiga de Jesus
E São Miguel à sua beira,
À cantoria fizeram juz
No brilho da noite inteira.
No palco foi alvorada
A doçura em cada rima,
Por tantos foi aclamada
Clara que vem ao de cima
E o António deu entrada
No palácio da estima.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Amei esta noite e cada vez mais amo a cantoria ao desafio.
AS RIMAS por Rosa Silva (“Azoriana”) AVSPE 2010
Publiquei uns versos meus no meu outro blog "A cagarra azoriana". Não tardou uma surpresa da autoria da fundadora da AVSPE - Efigênia Coutinho, por e-mail. Não resisti e elaborei uma recordação utilizando a imagem de fundo que ela me ofereceu. Eis o resultado e o agradecimento, que também teve uma imagem por ela remetida. Não tenho mais palavras, apenas a apresentação da composição ornamentada: