Pensando e improvisando à minha maneira

Uma mãe cria seus filhos
Sem saber o que vão ser
“Quem tem filhos tem cadilhos”
Sempre se ouviu dizer.

O exemplo que lhes dá
Não se quer em saco roto
Mas os filhos sabe-se lá
Se lhes cai tudo no goto.


 


Também sou filha e mãe
E bons exemplos eu tive;
Minhas falhas sei também
Mas o que me deram vive.


 


Nem que seja a consciência
Que me lembra a toda a hora
Que a Divina Providência
Nos ampara e nos escora.


 


O perdão quero pedir
Antes de descer à cova
Tenho penas ao partir
E não volto para nova.


 


Por isso aqui vos rogo
O meu eterno perdão…
Não sei se agora, ou logo,


Verei frutos desta acção.


 


O cantador Valadão
Das nossas Doze Ribeiras
Na Vila Nova, ao serão,
Fez-me quadras mensageiras.

Nelas fiquei a pensar
Guardei-as no coração…
[Por minha mãe vou cantar
Com enorme gratidão].


 


Se eu assim continuar
De improviso em desafio
Peço para ela me amparar
E não me tirar o pio.


 


Uma mãe que têm estrelas
A brilhar no seu regaço
Vai querer sempre bem vê-las
Com o seu maternal laço.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

1 comentário:

  1. A nossa mãe tudo devemos,
    Que mais é do que agradecer,
    Por ela tudo temos,
    Até À hora de morrer...

    Que tudo nos deu tão bém,
    E mais tanto queria dar,
    Recordaremo-nos sempre de nossa mãe,
    Por tudo nos deixar,

    Não de bens materiais,
    Que esses nao têm importancia,
    Dão-nos mais os nossos pais,
    Coisas com outra relevancia,

    Que de heranças nao fossem feitas,
    Tantas cabeças na actualidade,
    Que queriam ser perfeitas,
    Sem nenhum esforço com a idade...

    Mas assim nao pode ser,
    E nao queremos que seja,
    Para o perdao podermos tera,
    Cada um sabe o que maneja...

    E tentaremos rimar,
    Até que nos abençoe a sorte,
    E hei de sempre lhe comentar,
    Até à hora da minha morte...

    Cumprimentos,

    Rodrigo Silva

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