Letras caídas

Vão caindo letras dos versos

Do azulejo desenhado

Nascem desgostos dispersos

Que flagelam o meu lado.



Vento e chuva me inspiram

A rimar pelas paredes

Mas, enfim, tudo retiram

Do painel das minhas redes.



As redes em que me teço

São palavras do meu canto

Desde a hora que adormeço

Até ao dia de pranto.



E em pranto lá vou eu

Por mais um sonho caído

No lugar que sendo meu

Não mantém o meu sentido.




Só um bom profissional

Pode rever o meu desenho

E livrar de maior mal

O verso do meu empenho.



Rosa Silva ("Azoriana")

1 comentário:

  1. Açoriana de nascença
    Nasceu para versejar
    Conta tão bem a nossa ilha
    Em rimas de encantar
    Parabéns pelo seu blog
    Tão recheado de tudo
    Fico à espera que nos conte
    Como foi aí o Entrudo
    Estou quase um “João da Lata”
    De tantas rimas fazer
    Mando-lhe hoje o meu blog
    Para que assim o possa ver
    Maria José de Azevedo Ferreira
    http://MJdeAF.blogspot.com (http://MJdeAF.blogspot.com)
    Uma Terceirense no continente
    Ai que soidades... eh home!
    Do que viu e achou
    Espero vir a encontrar
    Numa palavra sua
    Ou num poema a rimar

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