Um sonho de fraca voz

A vaidade e a imodéstia são condenáveis. Eu não me considero nem uma nem outra.

Esta entrada serve apenas para me capacitar que nada melhor que a humildade e o amor (partilha e bem-querer). Com isto quero dizer que a mágoa de ontem continua hoje.

Quem amou e quem ama mais a Serreta? Quem lá viveu, quem lá vive e quem de lá saiu mas continuou preso de coração. É este o meu caso e o de tantos que continuam com a boca cheia de palavras de verdadeiro entusiasmo pela freguesia que lhes deu berço.

Chegou-me às mãos um Boletim Informativo - Setembro 2009, da mui digna Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Uma verdadeira e bela mostra do que o seu Concelho tem de bom e de melhor.

Os meus olhos poisaram logo na Serreta. A imagem que me chamou a atenção, talvez captada do ar e a minha do chão durante um passeio a pé em dia de regresso às origens. A imagem apresenta a Serreta de forma diferente: de frente para o mar. Esse mar que a canta todos os dias e que parece estar numa subida até à ilha Graciosa.

É um prazer verificar que alguém gostou da Serreta nesta perspectiva, tal como eu.

Mais à frente, nas páginas do Boletim encontro rostos conhecidos do meu primeiro lar e fico contente. Afinal a Serreta é sempre a Serreta onde nasci. Conheço a paisagem mesmo de olhos fechados.

Conclusão: Desculpem a minha imodéstia. Depois de tanto escrever a gosto e divulgar a Serreta fico imensamente triste... Não há uma linha numa folha impressa com cores lindas, vistosas e com letrinhas da minha página, blog... É essa pena que levo para a tumba.

É de mau tom andar-se sempre a pedir isto ou aquilo. Já pedi muito inclusive um Prefácio... Talvez a morte traga todas as palavras que já não lerei feliz. Talvez seja ela a única que traga aquelas coisas que em vida excepcionalmente temos.

Para não me acusarem de vaidosa ou imodéstia termino este desabafo com um forte aplauso ao SAPO, a João Marcelino, a Porfírio Domingues, a Luís Bretão e a Bruno Mão de Ferro (em São Carlos, onde resido actualmente), a João Rocha, do Jornal "A União", que a meu pedido divulgou alguns artigos sobre a Serreta, a José Ávila da Tribuna Portuguesa, a Jorge Vicente do jornal Fri-Luso, a Clarisse Barata Sanches de Góis que foi quem conseguiu a edição da nossa "Desgarrada de Além-Mar" com as nossas 500 quadras improvisadas por correio electrónico, a Paula B. Belnavis - a Joanina, o Luís Nunes, a Chica Ilhéu, o Agostinho Silva e Carlos Henriques e amigos de Parada de Gonta, a Victor Santos, a Maria Genuina que sempre comenta a "sua" Serreta sendo emigrante nos Estados Unidos, Félix Rodrigues autor do poema "Serra pequenina", o amigo "Fisga" comentador assíduo, o Jorge Gonçalves da Galeriacores, o F.F.F. do Futebol, Gente e Toiros, Pedro Moura do Bom Dia Açores, a "artesã", etc.

O meu pecado de agora é não indicar todos os que me acompanham nas linhas do blog e páginas, mas eu sei quem são e dedico-lhes apreço e muito lhes agradeço.

Finalmente a minha pena é não preservar a "minha" Serreta em LIVRO. Será que sou digna de tamanha felicidade?



Quero gritar bem alto

O meu Amor

Serena flor

Da natureza.



Parabéns, Angra do Heroísmo, nosso belo Concelho!

Portugal

Açores

Ilha Terceira

Feliz e Festeira.



Rosa Silva ("Azoriana")

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