Vida de cão

Uma história
comovente
Da vida do cão "Contente":
Quem me dera a versão
Dos donos
da triste acção.

Vê-se que há crise animal
Que se sente por
igual:
É que para o sustentar
Algo mais se vai
gastar.

Lembro, então, do meu Leão,
Quando lhe dei
atenção:
No colo, tão pequenino,
Parecia o meu
"menino".

Tal como a gente, eles crescem,
E também
desobedecem,
Há que lhes dar bom ensino,
E não lhes dar mau
destino.

Para fome não passar,
E de frio não rosnar,

que inventar soluções
E miminhos aos serões.

Não se deve
abandonar
Quem por nós quer zelar;
Mas se minga a
iguaria
Ajudar melhor seria.

Crianças e animais,
E quem
já não pode mais
Devem ter uma garantia
De um "naco de pão" por
dia.

Se antes eu nem gostava
E dos cães eu nem
falava...
Agora até percebi
O que senti quando o
li.

Entendo só que a pobreza
Cause a dor e tal
fraqueza...
Mas deixar ao abandono
Deve doer muito ao
dono.

Porque um animal não fala,
Mas seu olhar nos
abala.
E digo, de coração,
Gosto muito do meu cão!

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