Dou razão à tua mana,
E olha que já me ri,
Não
propriamente de ti
Mas do artigo da
semana.
Essa coisa de ser
"fo'te"
Traz à gente dissabores
E por sermos dos Açores
Mais
se alarga o capote.
Temos tantas iguarias,
Porcos, vacas e
galinhas:
Morcela, bifes e mais asinhas,
E doces p'ra tantos
dias.
Torresmos, alcatra a gosto,
Filhós e massa
sovada,
Muita doçura animada
Pelo sorriso no rosto.
E
depois saem cantigas
A bailar de boca em boca;
Nossa arte não é
pouca
E ganha quadras amigas.
E amiga tu já és
E
continuarás a ser:
Se és "fo'te", podes crer,
Que sou da cabeça
aos pés.
E isso não m'incomoda,
Desde que eu me
arraste,
E a saúde não se afaste,
Não me fico pela
moda.
Muito finas só com osso,
A latir pelos
canelos,
Com desejo em atropelos,
Coitadas, sem nada
grosso.
Nós temos onde apalpar,
E a alegria nos
transborda,
Só não saltamos à corda,
Mas vemos alguém saltar
:)
E por aqui eu me fico,
Porque vou chorar de rir,
Com
quadras sempre a abrir,
No post que te
dedico.
Bem-hajas querida amiga,
Nessa terra
americana,
Porque aqui a Azoriana,
É feliz numa
cantiga.
E na dúzia eu me aparto,
Com um abraço
apertado,
Que Deus fique do teu lado,
E do meu que assim
reparto.
Rosa Silva ("Azoriana")
À amiga "Joanina"
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