Gosto de tactear um livro. Primeiro observo a capa, o título, a imagem (se a tem). Procuro pela autoria e pela ficha técnica. Aprecio a gramagem das folhas. Observo o tipo de letra, se tem imagens interiores a cores ou a preto e branco. Procuro se há separadores de capítulos ou outras marcas relevantes que organizem o conteúdo. Observo se as folhas são dobradas em cadernos cozidos ou se simplesmente é um livro com folhas coladas. Tudo isto depende de uma série de condicionalismos. Reparo se o livro desliza nas nossas mãos com suavidade, se é fácil de mudar de página, enfim, pormenores a que já me habituei a reparar ao longo deste tempo.
Há livros que têm peso e outros que são relativamente leves e fáceis de tactear. Tenho tendência de escolher, se vou comprar, um livro que seja leve e não muito volumoso. É muito raro comprar livros. Os que comprei foi derivado a momentos especiais no decorrer da minha vida. Uns são volumosos e outros são de autores que conheço e que assisti ao seu lançamento. Outros, ainda, foram-me oferecidos (e a livro dado não se vê pecado).
Chego à conclusão que os conteúdos, independentemente da forma, têm, por vezes, maiores valores. São sentimentos que me caem nas mãos. São peças únicas com o cunho pessoal dos seus autores. São momentos!
Tenho, então, razão quando encabeço o meu blogue com a minha expressão que nem sei se alguém a teve antes: os escritos são laços que nos unem (pausa) na simplicidade (nova pausa: vale muito a simplicidade e a humildade) do sonho. É verdade!
E eu continuo com o(s) meu(s) sonho(s) enquanto a vida me bafejar com a vontade de tactear o meu livro, que comporta o meu sentir junto com o meu sonho. O sentimento é fácil mostrar mas o sonho só se realiza com os laços que nos unem de forma simples.
Quem me dera tactear as folhas do meu primeiro livro... Mas tudo tem dia e hora de se concretizar. Oxalá seja a tempo de eu o tactear com uma lágrima feliz... Aí, quero ver-te a olhar para mim e a dizer: "Oh, mãe, mãe... Já estás contente com o teu livro?!".
Rosa Silva ("Azoriana")
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E eu penso que sim, Azoriana! Penso que hás-de ver o teu livro publicado, sentir-lhe o peso, a macieza das folhas e os teus versos ali, preto no branco. Acredito que também verei o meu... é uma questão de saber esperar e continuar sempre, sempre a trabalhar!
ResponderEliminarAbraço grande!
Alguém nosso conhecido vai editar o segundo livro muito em breve. Adivinha lá, quem?
ResponderEliminarE tu, um dia, também irás realizar esse sonho. Eu acredito!!!
Beijinhos