“Olá, "ROSINHA"...!
Há tanto tempo que não passo por aqui...!
Enfim, a vida nem sempre nos dá o tempo de que necessitamos e depois...bem, depois, é acatar aquilo que Deus nos dá.
Quanto ao texto com que nos brindou hoje, a minha opinião:
É das coisas mais bem feitas e melhor idealizadas, que li nos últimos tempos.
A fantasia de braço dado com a realidade, por vezes assusta-nos. Quem é que ainda não passou por um susto destes?
A cidade do Porto, dista da minha terra, mais ou menos, cem quilómetros. Há cerca de trinta anos, pus-me a caminho, daquela cidade utilizando o transporte do caminho de ferro. Chegado ao Porto, logo pela manhã, entrei num café e pedi meia de leite e uma torrada. Tomei o pequeno almoço descansado, até que chegando junto de mim o empregado, perguntou: não precisa de mais nada? - são 15$00.
Puxo pela carteira para pagar o que tinha consumido e verifico, que não trago a carteira comigo. Isto, é: nem dinheiro, nem documentos.
Se a minha deslocação ao Porto era para efectuar umas compras que tinha programado, e agora? Nem dinheiro para fazer uma chamada telefónica.
Com toda a sinceridade, mandei chamar o patrão do estabelecimento, e contei toda a situação, sem rodeios nem mentiras.
O Homem, ouviu-me com toda a serenidade e perguntou-me: tem alguém conhecido na sua terra a quem eu possa telefonar? Sim, tenho muita gente, que pode abonar a minha idoneidade sem receio. O senhor Santos - assim se chamava o dono do estabelecimento - disse: não é necessário telefonar. Até me posso enganar, mas o meu amigo parece-me uma pessoa séria.
Deixa-me o seu nome e morada e eu vou confiar-lhe cem escudos, para as suas despesas aqui no Porto. Quando poder, paga-me.
Estupefacto com tamanha grandeza de alma, agradeci e prometi ainda no mesmo dia, passar pelo estabelecimento, para pagar o favor, que aquele homem sem me conhecer de lado nenhum, me tinha feito.
Obviamente, que telefonei aos meus familiares a contar o sucedido e prontamente resolvi o problema, que me tinha acontecido.
Como vê, minha cara ROSINHA, há fantasias que até parecem verdade e quantas vezes existem verdades, que não passam de mentiras.
Um grande beijo,
Teixeira da Silva”
Num dia normal recebi o comentário do caro amigo, Teixeira da Silva, que me presenteia vez em quando com poesia e prosa que merecem destaque. Esta prosa que me ofereceu após a leitura do que a mente me ditou para a “Fábrica de Histórias” bem pode ser um contributo, dado pela minha mão, para constar no Podium de Participações. Assim, tomei a liberdade de transcrever na íntegra a sua história, que me fez sorrir num dia normal.
Acrescentei estas poucas e mal notadas linhas para completar o leque das palavras de um texto que só por si é magnífico e mostra que há gente boa no mundo, capaz de colocar um sorriso e a confiança no rosto do transeunte que, sem querer, se vê preso numa inesperada inquietação.
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