A Serreta no mundo

Apraz-me registar com todo o agrado que a freguesia da Serreta está devidamente identificada na Wikipédia, na categoria de “Freguesias da Região Autónoma dos Açores”. Desconheço o autor desta benéfica actualização que merece todos os elogios. O actualizador muniu-se de referências antigas preciosas para rechear a Wikipédia com uma das pérolas da ilha Terceira. Modéstia à parte, também verifiquei que manteve as ligações externas à página de que sou autora, sem fins lucrativos, e ainda incluiu o meu complemento de imagens relativas à freguesia. Só tenho a agradecer a deferência.

No campo das Personalidades, noto que foi posto em destaque três das mais importantes: o sacerdote fundador do culto da Senhora dos Milagres da Serreta; o político que foi o principal promotor da construção da igreja da Serreta, actual Santuário e o escritor/professor universitário e político dos nossos dias. Eu acrescentaria mais algumas personalidades cujos nomes não estão à vista mas que muito contribuíram para a freguesia ser o que sempre foi e será – a peregrina do mundo.

Os párocos, os dirigentes da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, os maestros, os músicos, os membros das comissões da igreja, o reitor, os grupos corais, as pessoas que ornamentam os altares, o homem que fez os caixões dos defuntos durante vários anos, os presidentes da Junta de Freguesia, os que trabalharam para que a freguesia tivesse edifícios notórios, etc. etc. podiam ser incluídos por quem de direito.

Puxando a brasa à minha sardinha, nomeio a minha falecida mãe como sendo a mulher serretense cuja doença degenerativa lhe permitiu apenas ser uma grande devota e impulsionadora do gosto que a família directa nutre por este cantinho do céu – A Serreta! A prova disso nota-se nas lágrimas que correm ao toque do sino, ao estalar dos foguetes e ao sorriso de Nossa Senhora quando os nossos olhos nela caem, em determinada posição. Não quero parecer presunçosa ou orgulhosa mas sim uma mulher simples que ouviu a voz da falecida mãe mesmo que um bocado tarde. Se a Serreta está ao rubro na internet deve-o às suas gentes naturais e, insisto, à minha falecida mãe, que através de mim e a partir do ano de 2004, transbordou em rimas contrariando o negro de um vulcão que era o termo que acendia o rastilho da pesquisa na internet com resultados únicos e tristes. Hoje a Serreta é pesquisável com outras palavras e muito mais alegres.

Bem-haja quem ama e divulga a pequenina freguesia que atrai na 2ª semana de Setembro milhares de peregrinos para verem a linda Senhora dos Milagres.

Acredito que aquela mártir está no Céu intercedendo pela sua família e por quem dela se lembra junto do altar da Virgem Mãe - Senhora dos Milagres. Hei-de cantá-la enquanto puder.

Rosa Silva ("Azoriana")


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