Olh'Ó gatinho Marquês!



Este artigo é risonho
Sobre o gatinho Marquês,
Novinho e tão medonho
Vejam lá o que já fez.

Fez-me rir à desgarrada
E agora dou-lhe conselho
Tu não lhes partas mais nada
Se queres ser bom "fedelho".

Mas tens direito a brincar
É o normal da idade;
Tens de te acostumar,
Guardares bem a amizade.

Eu não te posso ajudar,
Porque de ti tenho "medo",
Se te visse a "voar"
Fugia para o degredo.

Ou talvez me cativasses
Se o pêlo ficasse quieto;
Talvez se te bem lavasses
Caísse por ti em afecto.

Os espirros não enganam
Se o pêlo sobe ao nariz,
Afastamento reclamam...
Ficarias infeliz.

Diz lá às tuas amigas,
Que te deixem ir brincar,
Procura mas é formigas
Que possam por aí morar.

Vais vendo uma-a-uma,
E aprendes a relaxar,
Sei que a piada é nenhuma,
Mas deixa elas acalmar.

Ou vem comigo cantar,
Na rua da amargura,
Para pudermos ganhar
Um vintém pela ternura.

Nunca pensei que um gato,
Fosse minha companhia,
Vais ter de arranjar fato,
Pra ires pra cantoria.

A tua amiga é formosa,
Não a faças aborrecer,
Diz à outra que a Rosa,
Um dia a quer conhecer.

Que ela venha à Terceira
E te traga num caixote,
A minha filha é certeira
No gosto por esse "filhote".

Agora vou terminar
Com um recado sincero:
Há gente que quer ajudar
E às vezes traz desespero.

É preciso entender
Que à força em nada há efeito;
Nas calmas há que saber
Encontrar sempre o bom jeito.

Fica bem "Marquês II"!
A bloguista da Terceira

Rosa Silva ("Azoriana")

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