A Sidónio Bettencourt

Uma simples oferta ao poeta da rádio que hoje me entrevistou durante o programa "Inter-ilhas", com o meu sincero agradecimento extensivo ao Sr. Luís Bretão que é um entusiasta por cantorias e improvisos à nossa moda.


 


A Sidónio Bettencourt


 


Gosto de improvisar

O que a cabeça dita

Para a Rádio vou levar

Um pouco da rima escrita.



A Sidónio Bettencourt

Agora muito agradeço

Porque nossa gente curte

Sua graça com apreço.



Com voz bela e sonante

Acarinha os seus ouvintes

E leva ao emigrante

A tradição com requintes.



”Deserto de Todas as Chuvas”

Quero um dia conhecer

Decerto vou usar luvas

Pelo que ouvi dizer.



É poeta de talento

Na verdadeira essência

N’Atlântida tem acento

Toda a sua eloquência.



Inter-ilhas p’la matina

Num convite lisongeiro

Faz-se sentir pequenina

Perante o mundo inteiro.



Sobre o programa Atlântida

feito pelas Sanjoaninas em Angra do Heroísmo:




Ao lado da nossa Sé

N’Atlântida do adro

Dali não arredei pé

Mui atenta a cada quadro.



’Inda quis falar consigo

À roda dessas marés

Calada fiquei comigo

Para não haver revés.



Mas eis que verso na hora

Da honrada ocasião

Não o deixo ir embora

Sem lhe prestar gratidão.



Gratidão pelo momento

Pioneiro da minha vida;

Sidónio com seu talento

Não me deixa esquecida.



Dezanove de Dezembro

É o seu aniversário

Só não diz “Se bem me lembro”

Nem diz nada em contrário.



”Lá vão” meus versos de vento

Na chama do improviso

Da Serreta fui rebento

Em Angra sou improviso.



Rosa Silva (“Azoriana”)

2008/08/04


1 comentário:

  1. Olá amiga

    Não ouvi na rádio a entrevista mas gostei de ler os poemas.

    Parabéns pela mulher cheia de enrgia que és.

    Se a distância até á tua ilha
    Fosse fácil de percorrer
    Era uma maravilha
    Ir daqui até aí a correr

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