Revi as fotografias
Que tenho do meu passado:
Quando lembro desses dias
A saudade é o meu fado.
O demónio se abeira
Dos filhos que amam a Deus
Arma cada ratoeira
P'ra fazê-los quase ateus.
Até uma certa idade
Temos pressa de crescer
Depois vem a ansiedade
Ninguém sabe o que vai ser.
Sonhei com a vida bela
Pensei que a fazia bem,
Mas quando passei por ela
Percebi o mal também.
O mal nós é que o fazemos,
O bem é dado de graça;
Se deste nos desfazemos
O mal é que nos abraça.
Há caminhos tortuosos
E com espinhos valentes;
Há momentos tenebrosos
Que reviram nossas mentes.
Nunca se sabe o futuro
Sem passar pelo presente
O passado é o apuro
Do que nos sobra p'la frente.
Quando a vida vai direita
Há sempre algo que a entorta
Raramente ela é perfeita
O reverso bate à porta.
Cada ser tem um destino
Dele não pode fugir
Mas se tiver bom ensino
Há valores para cumprir.
E se o tormento invade
As lembranças do passado...
É a fé qu'então nos há-de
Libertar do triste fado.
RecordAndo, com fé...
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