Homenagem quer-se em vida

Dedicatória a Mário Pereira da Costa, autor do livro "Aurora e Sol Nascente" - Turlu e Charrua - Confidências.


 


A morte é gelada e fria

Na rima dos cantadores;

Turlu e Charrua num dia

Pressentiram suas cores.



Ela sentida e chorosa,

Ele sentido e saudoso;

Ela uma flor formosa,

Ele seu brilhante esposo.



Dia CINCO, por três vezes,

Fez parte deste casal

E em três dif’rentes meses

Deu vida e foi mortal.



A ela trouxe e levou

Nos meses frios do ano;

A ele só sepultou

Em campo açoriano.



A Paróquia da Serreta

Fez cem anos em Agosto

- Mês que se foi o poeta -

Depois dela com desgosto.



Novembro, dois mil e sete,

Data dela – centenária;

A mim agora compete

Cantá-la, pois é lendária.



E cego é quem não quer ver,

Por isso reparo bem:

SETE quer prevalecer

Nestes dois que o céu tem.



O destino tem um fado

Unindo vida e morte,

E, quem o tem do seu lado,

Pode ter também a sorte.



Sorte de ser imortal,

Ser cantado com amor

Que se torna triunfal

Com a benção do Senhor.



Mário Pereira da Costa

Agosto. Dois mil e sete.

Fez a sua grande aposta

No que gravou em cassete.



Poesia Açoriana

Romanceou com destreza;

Em terra americana

Fez nascer maior beleza.



Faço, assim, a homenagem,

Que deve ser feita em vida,

Ao autor que fez viagem

De amor à rima unida!



Rosa Silva (“Azoriana”)

2008/07/20



Muito obrigada pelo tesouro que deu ao mundo!

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