Céu encoberto...

Um silêncio gigantesco aprisiona-me à ilha.


O nevoeiro só deixa transparecer a alvura das casas. As sombras tingem-me de silêncios.


É numa ilha que sentimos tudo com outro olhar. O olhar de dentro, aquele que mesmo sem ver está vendo porque sente o pulsar forte do torrão.


Que venha o sol para enfeitar a ilha com outros modos. Assim, sinto-me prisioneira, cativa do ser, plantada na raiz.


O mar, cavado a grosso, canta o seu fado e afaga o meu silêncio num céu encoberto...



Daqui a pouco começam as vagas do jogo entre Portugal e a República Checa lá longe, muito longe...


Vou reservar-me no silêncio até soltar um grito...


Que seja um grito feliz para abrilhantar este dia cinzento.



E foi um grito dos mais felizes: Portugal 3
- República Checa 1



Mas há outros gritos e menos felizes... Há gente que morre enquanto se faz a festa.



A água desaba copiosamente até que limpe a cinza do céu terceirense para de novo rejuvenescer a nossa alegria.


 


Não gosto de dias cinzentos. Este alegrou-se com a nossa Selecção! Portugal dá um salto em frente e fica a um passo dos quartos de final do Europeu 2008.


1 comentário:

  1. Os dias cinzentos na ilha... Uma coisa da qual não sinto saudades! São dias parados, dias pesados... Que nos fazem parar os sentidos, e nos tornam a alma pesada. Bj da Jo

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