A ilha corre-me por entre os dedos.
Sinto a sombra pintar meus arvoredos
E fecho-me na concha rente ao chão
Para calar a voz do meu vulcão.
E não há nada melhor que sem medos
Enfrentar luas, sóis e meus segredos;
Cantar à solta, versos de porão,
Da arca do meu ser, numa evasão.
Na concha é onde me fecho nesta hora
E não sai nada do que nela mora.
Mas eis que acordo das mais duras provas
E dos sonhos profundos - boas novas:
É que nenhum ser por mais que perfeito
Tem só uma ilha dentro do peito!
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Obrigada Maria João (poetaporkedeusker) por me fazeres olhar para dentro e soltar a minha concha... Concha minha inspirada na tua "Ilha".
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12200
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Que lindo!!! Fizeste um soneto a "tua conchinha!! Afinal já gosto um bocadinho mais dessa concha... Se ela te inspira assim, não pode ser de todo muito ma! Bj da Jo
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