Pouco a pouco eu já li
Sua alma de poeta
E de novo então senti
Aquilo que me decreta.
Eu já não me sinto nova
Como possa lhe parecer
Tenho medo é da cova
E do meu livro não ter.
É talvez vontade vã
E não quero mendigar;
Quando acordo de manhã
Continuo a divagar.
Talvez seja utopia,
Talvez até nem mereça,
Mas um livro é um guia
Do coração e cabeça.
A rima da nossa gente
Sai na força de vulcão;
Vem a lava num repente
Abrasar o coração.
Da lava arrefecida
Nasce então a pedra dura;
Mas da rima nasce vida
E num livro ela perdura.
Pode até nem ter valor
Aos olhos de quem não vê
Todo este grande amor
Que anda aqui à mercê.
Obrigada pela dica
Que acabou de me dar;
Ao seu dispor aqui fica
Esta que ama rimar.
Rosa Silva ("Azoriana")
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