No Dia do Pai a homenagem de Teixeira da Silva e a minha contribuição

"ALGUNS APONTAMENTOS DA VIDA DE S. JOSÉ", por Teixeira da Silva

José, era um varão justo e temente a Deus, carpinteiro de seu ofício, homem maduro e experiente de entendimento claro e grande rectidão, obediente aos desígnios divinos, um espírito grato ao Senhor.

Este homem da casa de David, foi escolhido por Deus para ser o futuro esposo de Maria, uma jovem virgem e tão pura como bela, que vivia na cidade de Nazaré.

Tendo Maria desposado José, - mas antes de ter decorrido o prazo de um ano, a que a Lei fixava para os esposos fazerem vida em comum, - a jovem achou-se grávida por obra do Espírito Santo, conforme as palavras do Anjo da Anunciação.

José, que era um justo e não queria expô-la à difamação, decidiu repudiá-la secretamente.

Porém, o Anjo do Senhor, apareceu-lhe em sonhos, dizendo:

- "José, filho de David, não tenhas receio de tomar contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou, vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, pois Ele há-de salvar o seu povo, remindo-o de todos os pecados...".

José, fez como lhe mandara o Anjo do Senhor, e tomou consigo a sua esposa.

Por esse tempo, na Palestina ninguém era recenseado no lugar da sua residência, mas sim naquele de onde era originária a família de que descendia. Assim, José partiu de Nazaré e pôs-se a caminho da cidade de David a que pertencia, a cidade de Belém, que ficava na Galileia, a mais de 150 quilómetros de caminho, por estradas em muito mau estado.

Por se encontrar a cidade cheia de gente, para o recenseamento, foi em vão que José arranjou abrigo nas hospedarias. Como Maria estava perto do termo da sua gravidez, acabaram por se instalar num curral, onde um boi pachorrento ruminava a palha que estava na manjedoura, junto de um burro paciente.

Nessa noite de silêncio e no recolhimento do humilde curral, Maria deu à luz o seu Menino, a quem envolveu em panos e o recostou na manjedoura.

Após o nascimento, ouviram-se as vozes dos Anjos em louvor do Senhor, cantando:

- "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade...".

O Menino Jesus, cresceu e viveu sempre na companhia de José e Maria.

José, o santo homem a quem Deus confiara a missão de proteger o Menino, morreu - segundo uma tradição antiquíssima, mas não comprovada - , quando Jesus contava 19 anos de idade. O bom pai adoptivo finou-se tranquilamente, como quem sabe que o seu dever foi cumprido e pode descansar por fim, na mão de Deus.

Nada se sabe concerteza sobre a morte deste justo, nem quando, nem - em rigor - onde. Podemos apenas supor que terá morrido em Nazaré, na casa humilde onde vivera durante longos anos.

Na memória de todos os homens bons, José permanece vivo, com a sua auréola de santo e com o bordão a que costumava arrimar-se nas caminhadas longas da sua existência.


Teixeira da Silva

Nota: Eis uma forma de homenagear o Dia do Pai.

A minha contribuição para este dia está publicada no início de Março aqui.

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