Parque de Merendas da Furada
(veja-se a fotografia de Mariana Matos)
Do Parque que bem me lembro,
Guardo a visão infinita;
Em Agosto ou Setembro,
A Furada é mais bonita.
Porém, fico sem Merendas
E na saudade que grassa
Pela ilha que desvendas
Ao coração que a abraça.
É desse povo ilhéu,
Com olhos postos no mar,
Nos barcos e no chapéu,
Que hei-de sempre lembrar.
Bem te quero Santo Amaro!
Protege teus residentes,
Dai-lhes todo o Teu amparo,
Olha pelos meus parentes.
Mariana, com «Ardemares»,
Faz-me recordar o passado;
Leva-me p'ra esses ares,
Beijados p'lo mar salgado.
Um beijo agora mando,
Amiga santamarense,
Para que de vez em quando
Fales desta serretense.
A lágrima sai teimosa
Na hora da despedida:
Lembra-lhes que, aqui, a Rosa,
Deles não 'tá esquecida.
Do maior ao mais pequeno
Todos guardo no meu peito
Como se fosse terreno
Plantado de amor-perfeito:
Amélia, Margarida,
Odete mais a Helena,
Desejo o melhor da vida
E que não seja pequena.
Aos primos tantos abraços
Nos versos que lhes dedico
Que fortalecem os laços
Com Santo Amaro do Pico.
Rosa Silva ("Azoriana")
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