Turlu - improvisadora popular terceirense

Maria Angelina de Sousa - A Turlu, natural da freguesia de São Mateus, ilha Terceira, filha de José Teixeira de Sousa e de Maria da Conceição Soares de Sousa, viúva de Francisco Teixeira Borges, casou, em 1973 com o improvisador José de Sousa Brazil - O Charrua. Viveu até ao ano de 1987 e a sua obra continua viva, conforme nos dá conta a preciosa página de memórias documentais, do Centro de Conhecimento dos Açores, na secção sobre Teatro Popular e que contém vários ficheiros on-line, inclusive da arte da Turlu.

É de louvar tanto a improvisadora terceirense como a iniciativa da divulgação.

A 5 de Novembro de 2007 será o centenário do seu nascimento que foi a 5 de Novembro de 1907.

Por ter ficado conhecida como uma das mais talentosas improvisadoras do seu tempo e por saber dar aos seus versos uma harmonia deslumbrante, usando imagens límpidas e um invulgar poder expressivo, o que, aliado ao seu amor pela terra e pelo povo, tornaram-se a mais representativa intérprete da nossa poesia popular, não poderá de forma nenhuma ficar esquecida essa data tão importante que marca esta mulher que aprecio sobremaneira.




A Turlu, na imagem supra que encontrei no Museu Hélio Costa, faleceu em 1987 mas continua deslumbrante e viva nas suas quadras tão ao meu gosto e de muita gente na ilha e fora dela.

Isto tudo veio a propósito de um pedido que me fizeram acerca de uma quadra do Charrua sobre batata-doce.

Aproveito para perguntar aos meus leitores e visitantes se conhecem essa quadra que me possam facultar? Fico a aguardar tão simpática colheita que desde já agradeço.

E apeteceu-me escrever cantando:

Eu não conheci a Turlu,
Que de quadras foi rainha,
Quero crer que também tu,
Nunca a deixarás sozinha.

Cantar-se-á sua arte,
Em Novembro, porque não?!
Já brilham por toda a parte,
Os versos que dela são.

Não há mulher como ela,
Disso tenho mais certeza,
As quadras que foram dela,
Têm a maior fortaleza.

E aos nossos cantadores,
Faço agora o desafio:
Juntem-lhe vossos valores,
Numa homenagem com brio.

Deixo a sugestão aqui,
Porque a não sei doutra forma,
Quem sabe vou ler por aí:
P'ra ideia não há reforma.

Que grande é este apreço,
Que luz pela ilha inteira,
Desde já vos agradeço:
Sóis pérolas da Terceira!

Rosa Silva ("Azoriana")

1 comentário:

  1. maria raposonovembro 23, 2008

    nao e bem um comentario mas sim para deixar uma quadra do charrua para azoriana ela pede a quem souber para mandar QUADRA DA BATATA DOCE nao precisa ter peleja por causa da batata doce que eu nao pus um pe que seja em cima de um pe que fose

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