Meu querido diário...

Ou blogue como te chamam agora.
Tu, que me conheces pelo som das teclas e sabes que as vírgulas e pontos muitas vezes estão fora da ordem normal, fica sabendo que talvez tenha perdido algumas pessoas amigas. Hoje, nem vou ligar a mínima à pontuação porque, hoje, fui eu e de repente percebi que dizer o que penso e sinto é algo que está interdito, se quiser manter amizades.
A amizade será sinónimo só de bonança ou a melhor amizade é a que resiste e se fortifica na tempestade?
Dentro de mim há trovoadas, ciclones, furacões e avalanches de toda a espécie porque descobri que por muito que lute contra estes fenómenos, que dizem respeito à natureza em fúria, eles não me largam e voltam de tempos a tempos tal como na natureza.
Serei eu diferente? Ou será que a natureza em fúria é minha amiga? Ou serei mansa como um cordeirinho e a natureza entra em mim para me destabilizar?
Termino com uma frase que não sei se é inédita: - A verdadeira amizade resiste às tempestades e pode ser fingida nos sorrisos. Há que saber distinguir. É na hora da tempestade que se põe tudo a limpo e até as folhas das árvores põem-se a limpo para deixarem as árvores morrer de pé como estátuas da natureza perfeita (ou que acho perfeita).
Acho que estou a entrar um pouco na natureza louca... ou será apenas em fúria?

Nota: Este texto não pode ser usado noutra circunstância nem por outrem. É uma (in)confidência com o meu diário que me estima tal como sou e até me compreende mas por vezes também estou em fúria mas sobrevivo porque ele é meu amigo.

1 comentário:

  1. Boa tarde, Rosa
    Todos nós temos destes momentos. Claro que algumas pessoas conseguem ser mais frias (aparentemente, muitas vezes) e disfarçam muito bem os seus estados de alma. E não escrevem. Ou porque não gostam de escrever ou porque não se querem (ou não têm coragem?) de se expôr à análise pública.
    Já há muitos anos que decidi escrever como penso (com algumas adaptações, claro está...) e ao meu próprio estilo. Sem estar com a preocupação excessiva se o meu estilo será do agrado geral. Que não é, sei-o muito bem. Mas não são esses juízos, quantas vezes condicionados por circunstâncias e preconceitos vários e incríveis, que me vão impedir de escrever para mim próprio e para quem me ler, através deste meio, que poderá ser o nosso Diário pessoal, até íntimo, assim nós o queiramos. Até o podemos fechar a cadeado se nos der na real gana.
    Mas se o partilharmos, deixando-o aberto ao público em geral, penso que só teremos todos a ganhar com isso. A éxperiência é a grande mestra da vida, já o dizia Pedro Nunes (ou Damião de Góis?!...). Por isso, quanto mais pudermos avaliar as experiências dos outros mais nós aprendemos, com toda a certeza.
    Um grande abraço e bjinhos, Rosa Azoriana.
    Pela Terceira!
    António

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