Esta árvore não tem idade ou ninguém me disse o quão longa ela é. Só sei que era, e ainda é, a árvore de todos os tempos da Canada da Vassoura.
Quantas tempestades a fustigaram? Quantos pássaros ela abrigou? Quantos olharam para ela em dias que o nevoeiro se deslocou para outras paragens? Não sei. Só ela sabe e não se lhe ouve palavra.
De tempos a tempos, ela estende os seus braços que se vestem de tons verdes. Por incrível que pareça, nem sei o nome dela... Eu, que vivi à sombra dela, que sempre a respeitei, que cheguei a admirá-la pela sua robustez, por travar a ventania e alegrar a primavera... só não sei o nome dela...
Ah... mas quando eu souber faço-lhe outra homenagem porque só ela permanece fiel às suas origens e o seu trono continua a ser a Canada da Vassoura.
Ainda lembro quando me perguntavam: - Onde moras? Eu respondia: - Na Canada que tem uma árvore ao cabo de baixo...
Penso que naquele lugar não há mais nenhuma ao cabo de baixo de uma canada. Esta é uma brava sobrevivente de trovoadas, sismos e outros fenómenos da natureza vulcânica e ímpar.
Quem saberá qual a sua idade? E o nome... o nome?!
Hoje, não gosto de vê-la nua. E não há ano que ela não fique assim e volte a compor-se para que seja lembrada com beleza.
É um marco na minha história e toda a história tem um final: Que esta árvore continue de pé enfrentando os bons e maus momentos.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Peço a quem souber o nome desta árvore que comente, por favor. Obrigada.
Só espero que não cortem esta árvore para fazer algum carro de bois e que não se regresse aos tempos antigos quando era este o meio de transporte para a lavoura. Por favor, não a cortem.
Rosinha... parece-me um platano!
ResponderEliminarO plátano (Pkitanusxhispanica Mill. ex Munchh), é considerado um híbrido entre o plátano Americano (Platanus occidentalis L.) e o plátano Europeu (Platanus orientalis L.). É uma árvore de folhas são caducas, que geralmente atinge um grande porte, de ritidoma que se destaca em placas muito finas, dando ao tronco um aspecto muito característico (com manchas acinzentado-esverdeadas). As flores nascem em Abril ou Maio, em inflorescências esféricas, longamente pedunculadas e o fruto globoso.
Actualmente é muito utilizada como ornamental, para ladear as artérias urbanas, e também para embelezar parques e jardins, ou em estacaria e ainda como suporte nas vinhas de enforcado no Alto Minho. É muito apreciado pela eficaz reprodução por estaca, fácil transplante e crescimento rápido, suportando bem as podas. A germinação não é produtiva. talvez por se tratar de um híbrido. As qualidades ornamentais desta árvore ficam muito prejudicadas com as podas excessivas que costumam sofrer nos nossos jardins e arruamentos.
Sendo uma árvore de grandes proporções só devia ser cultivada nos arruamentos citadinos largos ou amplas praças. Durante muitos anos esta árvore foi plantada nos aglomerados populacionais portugueses, sem se tomar em linha de conta as enormes proporções que a árvore atinge. Assim, são podadas anualmente, de modo a tentarem “controlar” esta árvore tão majestosa. Como aguentam podas violentas, por vezes deixam-nas, frequentemente, apenas com o tronco, sem qualquer ramo. Nestes casos, em que o enquadramento urbano não foi o adequado, é preferível derrubarem esses exemplares e substituírem-nos por outras árvores com as características favoráveis ao local.
Na Escola existem três exemplares cinquentenários.
Os plátanos são árvores com grande longevidade, conhecendo-se alguns exemplares do plátano Europeu (Platanus orientalis L.) com cerca de 2000 anos. Não são atacados por insectos, mas são susceptíveis a um fungo (Apiognomonia veneta). O fungo infecta facilmente os plátanos através das feridas resultantes das podas, particularmente das mal executadas provocando-lhes uma doença conhecida por antracnose, que lhes provoca a descoloração das folhas, seguida da perda das mesmas e finalmente a morte. Provoca também a morte prematura das gemas e ocasionalmente, alargada para grandes cancros nos ramos. Esta doença é mais intensa nos verões frescos e húmidos e nas árvores menos adaptadas a estas condições. Felizmente pouca vezes é fatal, pois as folhas que morrem são imediatamente substituídas por folhas novas. Apesar de existir no mercado um fungicida que dá bons resultados contra este fungo, há no nosso país, cada vez mais plátanos doentes, até árvores ainda jovens, devido ao hábito de as podarem anualmente. A poda é pois um veículo fácil para a propagação de agentes patogénicos