23 de Março de 2007

Hoje é o 1º dia do resto da minha vida ou
há males que vêm por bem ou
no meio da "discussão" é que se apanham as mensagens certeiras ou
nunca se fecha uma porta que não se abra um portão ou vice-versa...

Depois da polémica veio o artigo resposta esperado. Li-o todo.
Retirei o que me interessa retirar e guardei no meu "cofre".

Não preciso escrever mais nada sobre este assunto porque agora só falando pessoalmente, se houver oportunidade.

Penso que com esta polémica se fica a saber muita coisa e tiram-se muitas conclusões. Os especialistas em decifrar as entrelinhas têm muito para fazerem um estudo pormenorizado, se tal lhes passar pela cabeça. (Nem sei se interessa?!). Se se reparar bem um texto deu azo a comentários e chega-se a um ponto que já se discute na diagonal do texto...

Se quiserem saber porque tinha um ou mais blogues não é difícil e quem me conhece e/ou convive comigo sabe-o perfeitamente e tive incentivos vários. Já passei por várias fases e nalgumas delas tive a tentação de apagar tudo. Havia sempre alguém que me impedia de o fazer.

Comecei a escrever depois da morte da minha mãe. Em vida pedi-lhe que arranjasse uma forma de me "falar", se fosse embora primeiro que eu. Sinto que é ela que me fala muita vez através de alguns dos meus escritos. Ela foi uma mártir com a doença de esclerose múltipla e eu nem sempre lhe deitava a mão. Este blogue, para mim, teve uma função muito importante, tirou-me da solidão interior (...) e do remorso de não ter ajudado mais a quem me deu o ser. Aos meus pais devo tudo e preciso que eles me perdoem pois não lhes pedi perdão no devido tempo (mas isto não interessa a ninguém, é coisa minha e nem era preciso revelar ao mundo pois é uma confissão e pára por aqui porque fico sujeita a todo o tipo de comentários que não vão mudar nada nem sequer a minha personalidade).

Caro João Nuno de Almeida e Sousa, o senhor foi um "enviado" da minha mãe para me chamar a atenção que devo mudar de blogue. A prova é a sua resposta (ver abaixo) que me alertou para uma série de coisas.

A sua resposta é o suficiente para não apagar o blogue que reverterá a favor de outro. Quero continuar a ouvir a voz da inspiração. Não vou negar isso mais uma vez a minha mãe. Eu não sou perfeita e tenho montes de defeitos e nota-se até na escrita e na minha maneira impulsiva de reagir, da minha ebulição, da minha impaciência, etc. mas peço a todos os comentadores que manifestaram as suas opiniões que lutem pela paz nas :ilhas e oxalá gostem sempre de todas as ilhas do nosso arquipélago porque cada uma tem preciosidades inigualáveis. Na minha opinião e atendendo ao que se gerou por causa de um vídeo, fica muito feio andar-se a "atirar pedras" de um lado para o outro. Todos somos livres de dar a nossa opinião e há liberdade de expressão mas tudo tem um limite.

Vou também ausentar-me do Planeta Açores e agradeço publicamente ao seu gerente pelo tempo que estive neste agregador de blogues. Vou continuar a visitá-lo porque está nos meus favoritos.

Agradeço também ao amigo Pedro Arruda por todas as palavras que me dirigiu e por ter aceite o convite de vir à ilha Terceira. Com a sua apresentação eu percebi que não tenho perfil para organizar eventos destes e ainda bem que ficou em boas mãos. A ti, Luís Nunes, desejo o melhor do mundo. Caso queiras, ajudar-te-ei nos bastidores e sugiro que, se puderes, convides o JNAS para vir à ilha Terceira no futuro.

E resta-me apenas: - Mãe, obrigada! Não te amei o suficiente em vida mas agora sei o quanto me amavas... Trouxeste-me a calma que eu estava a precisar. Rosa Maria


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Cara Sr.ª D.ª Rosa Silva
(a.k.a. Blueyes42 ou Azoriana)

Deixe-me começar por dizer-lhe que, ao contrário do que julga, toda esta “lide” - (para usar um termo próprio da aficcion) - não tem nada de pessoal ou bairrista. Creia-me, se assim o quiser entender, que não tive qualquer ânimo de ofender V. Ex.ª até porque não tenho o prazer de a conhecer pessoalmente. Ademais, confesso que o seu blog, não fazendo parte dos meus favoritos, não integra a minha rotina de leituras. Nestes termos como poderia sequer ter a pretensão de modo livre, deliberado, consciente, e com manifesto dolo directo, ofender a pessoa de V. Ex.ª? Como é de mediana evidência trata-se tão só de uma divergência de gosto pessoal e nisto nada há de ofensivo. A propósito dou de barato que V. Ex.ª seja incapaz de ler o que escrevo e que ache um vómito a minha opinião sobre dadas matérias. Pode livremente expressar essa sua opinião que manifestamente não cuidarei de me sentir ofendido com a mesma.
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Não aceito é que V. Ex.ª, ou qualquer outro cidadão ou cidadã, pretenda manietar a minha opinião. Nesta matéria o melhor Juiz é a nossa consciência e neste caso a minha está tão alva e imaculada como uma pombinha de alfenim. Não terá assim V. Ex.ª da minha parte qualquer expiação pública de arrependimento ou a exibição no pelourinho da blogoesfera de um mea culpa assinado por mim. Muito menos aceito, conforme foi explicitamente sugerido, um desagravo mútuo em que reciprocamente faríamos “delete” das postagens a bem da uma “pax” blogoesférica. Disse, e repito, que não retiro uma vírgula ao meu post pois, além da minha liberdade de expressão, não pretendo pretendo privar o leitor de um momento de diversão caucionada pelo vídeo que motivou o post. Agir de modo diverso seria uma hipocrisia para com a minha consciência e até para com V. Ex.ª.
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Creio que a generalidade dos leitores compreendeu que o post presta homenagem à lustrosa tradição das “cantigas de escárnio e maldizer” tão do agrado da sátira lusitana. Aliás, essa tradição tem notáveis discípulos na Ilha Terceira, razão pela qual espanta-me tanta polémica em torno de um escrito manifestamente jocoso mas nunca directamente ofensivo. Mas já diziam os antigos : “ridendo castigat mores”, o que talvez explique a reacção bairrista e gregária de muitos conterrâneos da Terceira que, acaso o vídeo fosse feito noutras paragens, estariam a rir à fartazana…ou talvez não porque, parafraseando outros notáveis decanos da blogoesfera, “aquilo é mesmo genuíno”.
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Seja como for, acertado foi o comentário da Maria Graça da Silveira que bem percebeu que fazia parte do objecto da questiúncula uma farpa de costumes e uma cartoonização do evento facultada pelo estilo do vídeo-clip. Se a filmagem fosse para consumo interno e caseiro compreenderia a indignação da sua crítica, mas sendo ela publicitada deverá sujeitar-se ao escrutínio público. Este, no domínio da blogoesfera, deverá ser inteiramente livre e apenas sujeito aos limites externos do Direito e às fronteira internas da auto regulamentação. Isto parece-me linear. Contudo, assusto-me com algumas vozes que até já perfilham a necessidade de regulamentar a blogoesfera, nomeadamente, para regulamentar alguns “cabotinos” e “desbocados”. Apre…quando essa realidade se tornar obrigatória assevero que a blogoesfera perde todo o seu potencial.

À margem de todas estas questões de fundo creia-me que é com assomo que li a sua crónica de um “Hara Kiri” blogoesférico pré anunciado ! Estimada Sr.ª D.ª Rosa Silva não se mortifique com esta polémica pois, em bom rigor, ela deverá ser apenas virtual e digital. Dito de outro modo, não há razão para um psicodrama desta natureza nem muito menos haverá motivo para qualquer “chantagem emocional” como o Tózé bem sublinhou no seu blog. Efectivamente, eu não mereço essa angústia e nenhum prazer retiro do seu stress emocional. O facto de eu não ser um leitor assíduo do que posta, sendo, ao invés, um leitor compulsivo por via do Planeta Açores, jamais deveria ser motivo de tão desesperado fairwell ao cruel mundo dos blogs ! Cara Sr.ª Dª Rosa Silva a bem dos seus leitores julgo que deveria continuar a contribuir com os seus escritos e com a sua fervorosa actividade blogoesférica. Tenha a coragem de continuar e não atire o opróbrio do fim para as minhas costas como se fosse uma cruz que tivesse que carregar. Com a franqueza que já percebeu que fui capaz de usar, disse o que muitos não ousaram dizer por motivações várias que não importa. Contudo, com a mesma franqueza, digo-lhe que encerrar o seu blog, cujo percurso é já longo, não faz a minha felicidade mas, ao invés, pessoalmente preferia que não o fizesse a bem da sua pessoa.

Efectivamente, nada me move contra a sua pessoa e até me parece despropositado escrever esta verdade, mas se lhe serve de consolo ela aí fica escrita. A decisão de fazer o que bem entender com ela ou com o seu blog é inteiramente livre e pessoal, pelo que, obviamente, é matéria onde nem sequer me atrevo a lançar alvitres.

Mas, como há vida para além dos blogs, quem sabe um dia não nos encontraremos pessoalmente para uma amena caturrice no Atanásio com uma Dona Amélia ou, quem sabe, nas Rotas de Ponta Delgada para um Chá Verde e uma fatia de massa sovada? Até lá atenciosamente,
JNAS
(a.k.a. João Nuno Almeida e Sousa ou o Sousa do Ilhas)



Estimada Sr.ª D.ª Rosa Silva já disse o que tinha a dizer e creia-me que muito me apraz registar que irá permanecer neste "fantabulástico" mundo da blogoesfera. Resta-me acrescentar, sem metafísicas, que desejo tudo de bom para si e que a bem dos seus leitores, e da sua pessoa, permaneça genuinamente como é !
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