Freguesia da Serreta - Ilha Terceira - Açores
Quem me oferece um poema aludindo a esta imagem de que sou autora?
Fico a aguardar as vossas inspirações. Surpreendam-me pois já devem ter notado que gosto da minha terra natal e de poesia.
Obrigada desde já!
Azoriana
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I Contributo da autoria de: a-TERCEIRA-ndo
Título: O porquê de estar
Vezes sem conta pergunto porquê;
Vezes sem conta possível.
Às vezes acho que quem me aqui vê,
Vê-me incompreensível.
Porquê estar aqui, em lugar tão pequeno,
Sentindo o gélido nordeste,
Porque não querer espaço terreno
E lugar menos agreste?
Difícil dizer, por isso pergunto,
Será que foi uma aposta,
De alguém superior que sobre o assunto,
Não me quis dar a resposta?
Não sei o porquê mas já desconfio,
Pois o tempo me ensinou,
Que se a pergunta é fugaz desafio,
A terra nunca mudou.
Mesmo a nuvem cinzenta a pairar
Traz mais vida para mim,
E o azul do céu e do mar,
Dão-me um alento sem fim.
A constância da verdura,
Que está sempre aqui,
Dá-me à alma uma gravura,
A mais bela que já vi.
Os muros de pedra fria,
Escuros e que resistem,
Fazem com que perdure a alegria,
Nos momentos que me assistem.
E a freguesia lá está
As pessoas, as casas, tudo
A minha vida está lá
E por nada no mundo a mudo.
Por isso se pergunto o porquê de estar,
É por puro desporto, aposto.
Aqui eu estou e hei-de ficar,
Aqui no cantinho à beira do mar,
Porque é disto mesmo que eu gosto.
a-TERCEIRA-ndo
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II Contributo da autoria de: Gracilene do Rosário Pinto
Título: SERRETA DOS AMORES
Passeando ao acaso
ia um anjinho um dia
voando devagar
por sobre a ramaria
Um ventinho mais forte
levou-o aos Açores,
onde a Ilha Terceira
era um ninho de amores
Subiu para a Serreta
querendo olhar de perto
o terninho presépio
armado a céu aberto
E lá, todo contente,
a semente plantou
do mais terno e divino
do mais sublime amor
E a Virgem soberana
que do céu tudo olhava
achou que aquela vila
também a si calhava
Pra estar perto dos homens,
também, perto de Deus,
e assim poder cuidar
melhor dos filhos seus
Desceu logo pra terra
radiante, luminosa,
e em tudo deixava
seu perfume de rosa
Fazendo da Serreta,
então, sua morada,
tornou toda esta terra
por Deus abençoada
Obreiras de milagres,
suas chuvas de graças
são vero testemunho
de sua alma sem jaça
E homens e mulheres,
com amor e devoção
aqui vêm consagrar-lhe
sua vida e coração.
Já as ilhas são um poema da mãe natureza
ResponderEliminarSERRETA DOS AMORES
ResponderEliminarDe: Gracilene do Rosário Pinto
Passeiando ao acaso
ia um anjinho um dia
voando devagar
por sobre a ramaria
Um ventinho mais forte
levou-o aos Açores,
onde a Ilha Terceira
era um ninho de amores
Subiu para a Serreta
querendo olhar de perto
o terninho presépio
armado a céu aberto
E lá, todo contente,
a semente plantou
do mais terno e divino
do mais sublime amor
E a Virgem soberana
que do céu tudo olhava
achou que aquela vila
também a si calhava
Pra estar perto dos homens,
também, perto de Deus,
e assim poder cuidar
melhor dos filhos seus
Desceu logo pra terra
radiante, luminosa,
e em tudo deixava
seu perfume de rosa
Fazendo da Serreta,
então, sua morada,
tornou toda esta terra
por Deus abençoada
Obreiras de milagres,
suas chuvas de graças
são vero testemunho
de sua alma sem jaça
E homens e mulheres,
com amor e devoção
aqui vêm consagrar-lhe
sua vida e coração.