"QUERO"
Quero neste momento Libertar-me do sofrer Que a dor seja varrida pelo vento Acordar para a vida sem lamento Abraçar o sol que vai nascer E dizer ao meu sentimento Que nunca é tarde para viver
Quero o eco da tua voz ouvir Como ouço o cântico dos passarinhos Na maciez dos teus lábios construir Novos horizontes novos caminhos E no meu peito poder sentir O aconchego dos teus carinhos
Quero sentir o teu odor selvagem Beijar-te sobre as ondas do mar Contemplar a tua imagem Que meu corpo faz vibrar E ler-te uma mensagem Que termine no verbo amar
Quero ao som de mil violinos Cantar-te a canção da liberdade Em teus olhos cristalinos Escrever a minha lealdade E traçar os destinos Que nos leve à felicidade
Quero esquecer as ilusões O tempo perdido e a dor Sentir a voz das emoções Dar à vida luz e cor E plantar em nossos corações Uma árvore chamada Amor
Autor: Hélio Costa
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Lado B de "Quero"
Respondo a esse momento Não gosto de ver sofrer Quem me dera ser o vento Para te libertar desse lamento Ver-te de novo a nascer Como flor rubra de sentimento E com um sorriso a condizer
A voz que agora podes ouvir Não é como a dos passarinhos Neste espaço deixa-me construir Novas linhas que talham caminhos Para que possas assim sentir As palavras rimadas de carinhos
Sei que estou a ser selvagem Apoderei-me do teu rimar Quis responder com imagem Em cada linha decidi vibrar Completa-se assim a mensagem De quem gosta tanto de amar
Perdoa se não trouxe violinos Vou cantar no tom da liberdade Meus pobres versos cristalinos Remeto à tua lealdade Desejo que os teus destinos Tenham muito amor e felicidade
Não esqueças as ilusões Se bem que façam alguma dor Canta e junta-lhes emoções Nesse canto dá-lhe a cor Que alegra tantos corações E começa pela palavra: Amor
Rosa Silva ("Azoriana")
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