Moldura de beleza



As rosas terão sempre tal beleza
Ornamentam alegria e tristeza
É assim onde quer que as encontremos
Uma dádiva de amor que colhemos.

Rosas antevi de mão portuguesa
Por fios sem espinhos, concerteza,
Às pétalas que um sorriso demos
Alegram o dia que as recebemos.

Linda cor que sobressai na moldura
Quando lhe tocas floresce doçura
Num escarlate que ninguém dispensa.

Rubras rosas têm toda a diferença
Perfumam-nos versos, sonho e paixão
Nasce um jardim em nosso coração.

Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=8025


 


Nota: Após ler um poema da autoria de Rogério M. Simões e de ver esta bela imagem resolvi escrever este artigo em jeito de homenagem à beleza do poema, publicado no blog "Poemas de Amor e Dor", intitulado "BENDITA ROSA, MIMOSA EM CETIM".

"Cantinho do Céu"

Hortensias junto às pedras do cerrado



Nasci num cantinho do céu!

Por entre beijos das flores e acenos dos passarinhos.

Cresceu em mim uma vontade de voar

Quis saber se no mundo tudo era igual ao meu cantinho

Mas nem sempre a resposta era uníssona.



Fui para outros lugares

Até naveguei pelos mares

E experimentei a sensação dos pássaros

Estive perto das nuvens

E foi aí que me apercebi que o pontinho onde eu nasci

Perdia-se na imensidão global.



Então para saberem que ele existe,

Por vezes sob um tecto de nevoeiro

Mas com a Luz de uma Mãe com séculos de Amor,

Comecei a falar dele à luz do meu conhecimento.

De repente, percebo que, afinal, este cantinho,

Da minha infância e juventude,

Se avista mais longe do que eu imaginava

E está presente em mim

Faz parte de mim

Mesmo estando ausente dele,

E atraiu o encanto do mundo.



Agora posso dizer:

Nasci no cantinho do céu,

Na pequena serra,Serreta.



Azoriana

Festas do Império da Caridade - Corpo Santo

Noite de Cantoria

Império da Caridade

I
Minha voz não foi talhada
P'ra cantar assim na rua
Caneta é mais afinada
Se alta já vejo a lua.
II
Sempre que há cantoria
Meus ouvidos ficam alerta
Sinto uma grande alegria
E o riso me desperta.
III
Se a quadra corre bem
E o tema não azeda
As palmas já sei que têm
E garantida a moeda.
IV
Tive uma felicidade
Um ano está a fazer
Ao Império da Caridade
Umas quadras fui dizer.
V
Disso não houve alarido
Nessa noite de estreia
Corpo Santo em sentido
Atenta vi a plateia.
VI
Fui a medo apresentar-me
Ao Mota, bom cantador,
Ele logo quis levar-me
Ao "palco improvisador".
VII
N'aventura tive sorte
Declamei meu improviso
Sei que não perdi o norte;
De treino sei que preciso!
VIII
De novo, os cantadores
No "palco" do Corpo Santo;
Nas cantigas são doutores
Seu desafio meu encanto.
IX
Que o Esp'rito Divino
Ilumine a cantoria;
O mérito é masculino
Prevalece a autoria.
X
Terceira fica contente
Convosco festa animada
Um abraço sorridente
A todos muito obrigada!

Azoriana

Amor e Dor

Eu vi na minha mãe assim um sofrer,
Na dor que amanhece e prossegue avante.
(De esclerose múltipla até morrer,
Mas do amor de Deus nunca foi distante).

Foi uma dor que não via escurecer,
Na cadeira que a fazia caminhante,
Escutava a chegada do bem-querer,
Na luta pela vida ir p'ra diante.

Deixou-nos um legado extremoso:
Entre mar e terra Deus é união;
Amor e dor chama-nos à oração.

Se um dia, o céu luzir, for mais formoso
E as nuvens revelarem a estrela,
Assim, sem dor, que bom seria vê-la!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=7993


 


Nota: Escrevi isto depois de ler isto. Deus ama todos aqueles que sofrem. É essa a minha esperança.


 


Vi-o publicado aqui sem a menção da autoria o que acho ser de mau tom. Não custa nada colocar a autoria do que se publica de outrém.

Mundial 2006 - Portugal entra nos "Quartos"

3º aniversário de "Foguetabraze"

Três anos para um bloguista é uma vitória!
Hoje, Nuno Barata merece festa e aplausos.
Com criticas ou elogios sempre foi (e é) um homem que nunca arredou escrita e está atento a tudo e todos.
Está no topo da blogosfera regional porque três anos e com as visitas que já por ali passaram, quer queiram ou não, está no topo e será sempre o maior bloguista, independentemente das "bocas" afectivas ou agressivas que vai recebendo.

Muitos Parabéns!

Este blog "fogotabrase" merece troféu.


O champanhe importei daqui.


Um abraço da Rosa Maria (Azoriana)

A Coroação

As Festas Sanjoaninas de 2006 estão no seu último dia.


A parte da manhã foi dedicada à Coroação que iniciou o seu Cortejo desde a Igreja da Misericórdia, na Rua Direita, seguindo para a Rua da Sé até à Sé Catedral, onde decorreu a Eucaristia com a presença de representantes das várias freguesias da ilha, de fora da ilha e de Santa Catarina - Brasil.


Depois, o Cortejo seguiu até à Rua de São Pedro onde se seguiu a função. As mesas ocupavam uma grande parte da rua e estavam aguardando as milhares de pessoas para o grande banquete de Sopas do Espírito Santo.


Fui até lá apenas para participar na Eucaristia e colher algumas imagens. Deixo-vos um link para apreciarem as que consegui.


clique na imagem para ver as restantes


Até às 24 horas ainda decorrerão mais festejos. O espectáculo piro-musical encerrará estas maravilhosas Festas Sanjoaninas de 2006. A nostalgia já me invade porque não gosto de despedidas sejam elas quais forem. Mas a vida continua e outras festas virão ainda este ano.


Brevemente falarei de outra Festa religiosa que amo muito.


Por agora, dou por encerrado este tema com os meus sinceros Parabéns à Comissão das Sanjoaninas e a todas as pessoas que trabalharam afincadamente nos bastidores da Festa e que provavelmente nem conseguiram ter descanso para a ver.


Bem hajam!

Quase no fim...

clique na imagem e veja outras fotos


Antes



Durante



e quase no fim...

Espera de Gado



Sob um sol apaixonante
Qu'a São Pedro mostrou agrado
Em cada firme mirante
Espera-se o bravo gado!



Os dons do Santo Espírito
Na partilha da amizade;
Num arraial longo e bonito
D'Alegria na cidade.

As colchas vestem varandas
As gentes são sempre novas
De cá e de outras bandas
Rumam ao Alto das Covas.



A rua está satisfeita
N'abundância de cores
À visão mais que perfeita
Junta-se gosto e sabores.

Nas casas as mesas postas
Dão-se «Vivas» aos petiscos
O «toiro» que sei que gostas
Investe rente aos mariscos.



Ó Angra, desta Terceira,
Cidade de coração,
Gado bravo na cimeira
No dia de São João.



Toiros em grupo e a solo
Desfilam em mil sentidos
Às tapadas eu me colo
Gosto deles assim unidos.




Alto das Covas, o centro,
Que deste posto não via,
Só resta gritar: - Vá dentro!
Dá-se o mote à «cantoria».



Marido da Chica e amigo,
Fazem sair gargalhadas
Viola que traz consigo
Enriquece as desgarradas.

Estes dois tão animados
Espantam qualquer tristeza
Com versos improvisados
Na garganta bem acesa.

Em todos provocam riso
Nesta ponta divertida
Mais tarde limpa-se o piso
Que me deixa distraída.



E nestes versos à toa,
Tingidos com emoção
Num abraço que apregoa:
É esta a nossa paixão!

Rosa Silva ("Azoriana")

Noite das Marchas de São João


Beijinhos doces com sabor a alfenim
Porque a festa já vai quase no fim.
Estou com pena, as férias também...
Já vem o dia que trabalhar convém.
Mas se São João no canto da rua
Sorrir para o povo que p’ra ele actua:
Angra do Heroísmo ficará agradecida
E a sardinhada em alegria servida!



A noite mais longa aguarda a Marcha
E o tom do sorriso estampado na faixa.

As ruas de Angra enchem-se a preceito
P'ro São João dá-se sempre um jeito.
Ninguém fica de fora no verso que faço
E p'ra Comissão deixo o meu abraço.
À Presidente, com simpatia fica escrito,
O agradecimento à jovem Susana Bendito!

Azoriana

Um dia em cheio...


Clique na imagem para completar a visão
dos cantadores ao desafio
no dia 22 de Junho de 2006
em Angra do Heroísmo
- Sanjoaninas 2006 -



E também foi dia de Tourada no Porto das Pipas


Num arraial multicor
Com toiros à beira d'água
Não houve sinal de dor
Nem sintomas de mágoa.


Porto de Pipas à folia,
De vozes por terra e mar
Mas os toiros deste dia
Só quiseram animar.



Vejam as restantes imagens, seguindo o link.


Xutos & Pontapés, ao vivo no Bailhão, em Angra do Heroísmo


Minha Casinha

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu
Meu Deus como é bom morar
Num modesto primeiro andar
A contar vindo do céu


Tim
Xutos & Pontapés


Apoteose


Uma enchente de gente
contente
delirante
cantou, saltou e gritou
abriu os braços
e voou diferente
na deslumbrante
apoteose
de Xutos & Pontapés!


Azoriana

Dia 19 de Junho, ao vivo, em Angra...

Jardins proibidos

Música de Paulo Gonzo
Letra de Pedro Malaquias

Quando amanheces, logo no ar,
Se agita a luz, sem querer,
E mesmo dia, vem devagar,
Para te ver.

E, já rendido, ve-te chegar,
Desse outro mundo, só teu,
Onde eu queria entrar um dia,
Pr'a me perder.

Pr'a me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz,
Entre as mulheres.

Quebra-se o tempo, em teu olhar,
Nesse gesto, sem pudor,
rasga-se o céu, e lá vou eu,
Pr'a me perder.

Pr'a me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, joia de luz,
Entre as mulheres.

Densa solidão

É loucura esta densa solidão
Que me dilacera a raiz do sono
No leito amargo que me abandono
Aos gritos vazios de multidão.

Teço alvas palavras de gratidão
Ao Sol que me guia e faço meu dono
Que aquece a alma solta cujo trono
Permanece só nesta imensidão.

A beleza afaga também o luar
Prende-se à noite em cantos e rimas
Brilham estrelas no corpo que estimas.

Há um sonho de luz a flutuar
Neste ser desfeito em mil pedaços
Suspirando na nudez dos teus abraços.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=7909

Aniversário do afilhado bloguista "ilhas"

Feliz Aniversário para o autor de "Ideais e Ideais"

Caricaturando



Rapidez, sabedoria,
Um artista neste dia
Pôs a render seu talento,
Seu olhar esteve atento.

Nem é tarde nem é cedo
Para o carvão e certo dedo
Dar largas à caricatura;
Quem será nesta figura?! :-)

Ainda vou a tempo?!

Foi no blog "Porto das Pipas" que li um artigo interessante alusivo à "Corrida Degraus d'Angra", que consta do programa das Sanjoaninas 2006, para o dia 19 - 2ª feira, que é já amanhã. Só estou um pouco confusa com o horário porque num lado referem 19 horas e noutro 11 horas para o início desta corrida nova.


Pelas 18 horas há uma Tourada à Corda no Largo da Fonte de São Sebastião. Adorava ver esta tourada mas a pé não chego lá. Será que ainda vou a tempo de pedir uma boleia para os toiros?!


Quem dá boleia a 2 pessoas que nunca viram esta tourada em dias de sua vida? :)

Cortejo de abertura - Sanjoaninas 2006


De todas as celebrações festivas dos Açores, o culto ao Divino Espírito Santo é a maior: maior no calendário, no acolhimento popular, na riqueza simbólica e religiosa dos seus rituais, na diversidade das suas evocações, na ambiguidade da fronteira que separa o religioso do profano.
Por tudo isso, é natural que a Comissão das Sanjoaninas 2006 tenha escolhido este tema para as suas festas, abrindo-as com um cortejo que o apresenta sua amplidão significante e sob forma alegórica.



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16-06-2006



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1º Os foliões



O primeiro quadro é dedicado aos foliões, na sua qualidade de oficiantes do acto nobre de coroar. Caídos em desuso, os foliões estão aqui como símbolo de um tempo que ainda perdura na memória, numa espécie de registo do que é recuperável. Estão aqui com a responsabilidade da sua função e também com a alegria da sua música, esta representada por diversos instrumentos, vendo-se um friso de «dois corações» - a identidade da Viola da Terra.


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2º O alfenim

Dos sons, passa-se aos sabores, aqui representados por um doce conventual de gosto e forma sublimados; o alfenim. Mãos hábeis moldam-no de acordo com as circunstâncias.
Neste caso, é a «pomba» - símbolo-mor do Espírito Santo.
E como ser alado que é, transporta a doçura da inocência, tudo vestido de açúcar branco como o alfenim.



O Espírito Santo tem casa própria: o seu império.
Os «impérios» são pequenas construções com a forma de capela fechada, a fronte lavrada em cantaria, quase sempre pintados com as cores todas da alegria.



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3º Os Impérios



Adornam estes frontispícios reproduções de pinturas existentes nas igrejas de Angra, remontando a mais antiga do século XVII, sendo a mais recente assinada nos finais do século XX. Todas estas pinturas têm o Espírito Santo como referência principal.



O bodo é de pão e é de vinho; de dádiva e de partilha; de fartura e de alegria. É este o motivo da quarta representação deste cortejo, na perspectiva de mostrar o que de mais importante envolve o culto do Espírito Santo - um culto que se reveste de forma simples de tudo o que alimenta a alma e o corpo.



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4º Pão e Vinho


 

A representação imperial tem, na coroa, o seu símbolo maior. Ela cumpre a parte principal deste culto. É ela que o sacerdote coloca, solenemente, na cabeça da inocência, coroando-a. É ela que encerra o cortejo em louvor do Divino Espírito Santo. É ela que pontifica nos «altares» levantados na casa dos «irmãos». É ela que simboliza também a identidade religiosa dos açorianos, residentes ou repartidos pelos quatro cantos do Mundo.



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5º A Coroa



As Sanjoaninas não têm ficado alheias a esta manifestação de religiosidade popular açoriana. Só que, desta vez, a Comissão escolheu o culto do Espírito Santo para centro temático das festas. E vai cumprir essa promessa, a partir de agora e até ao Ámen destas Sanjoaninas.

(texto extraído do panfleto distribuído à população durante o Cortejo.)



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Altar de São João


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Cortejo



Primeiro dia das Sanjoaninas
(Ilustrado)


I
Quer´aqui deixar bem claro
A fé e o labor profano
Que merece o meu reparo
A arte do ser humano:
II
Beleza inigualável
O apreço desta gente
Com trabalho admirável
No Cortejo eloquente.


III
Sons, doçura com magia,
Sorrisos brindam olhares;
Na noite do primo dia
Há grandeza nos «altares».
IV
Resplandecente louvor
Nesse voo cristalino,
Rainha, qual linda flor,
Coroada p'lo Divino.

Azoriana



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Flores ao Divino


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Séquito Real


Maria Poeiras

No divulgar já se está a ajudar o menino Tiago Mendes.


Saiba tudo aqui.


Já cheira a festa


Ontem, véspera do dia santo do Corpo de Deus, andei há procura das ruas e montras que se preparam para a maior festa de Angra do Heroísmo cujo patrono é o santo popular São João.


Ultimam-se os arranjos na Praça Velha, no Alto das Covas, no Bailhão, e nas nossas casas porque é já amanhã o primeiro dia. Não faltem!

Recordando... Cântico ao Divino

Cântico ao Divino

Falam de ti, Açores, enaltecidos
Coroados de Irmandade bem quista,
Pérolas de júbilo, tela d'artista
Clamam por ti olhares agradecidos.


 


 













Cortejo de Fé, alvura dos vestidos
Preces ao Divino, melodia mista
Hino de ternura de gente bem vista
Ilustra estas ilhas em tons sortidos.


 


 













Vinho, carne, pão, doce tal o desejo
Disposto em cestos p'ra tua passagem
Não esqueças é bento, dá-lhes um Beijo!


 


 













Sorrisos banham pontos do atlântico
Abraços encontram-se numa viagem:
Espírito Santo! É Teu meu cântico!


 


 









2005-06-18
Rosa Silva ("Azoriana")



Imagens do ano de 2006