Feliz aniversário, Filho!

É possível escrever uma prosa, com sentido, pegando em pedacinhos de muitos sentidos.
Assim, uni-os e o texto fluiu:

Tudo é belo nessa Terceira.
De lés a lés bebi as saudades de uma Terceira distante.
Quase sempre os fundos de gavetas cheiram a saudade.
Obrigado pelo tempo, pelas palavras, pela distância.
Virei todos os dias à alvorada do teu verbo.
Um sorriso enorme para ti (bem o mereces).
Entendo agora porque o mar te fez prisioneira.


Eu sei de quem é a autoria. Eu costumo guardar todas as autorias.
A prosa denuncia uma saudade... essa saudade que hoje sinto.
Estou prisioneira do mar e do ar que não me leva onde eu quero.
Tem tudo a ver com as quadras a seguir:

Estou numa jangada de terra
com o pensamento além mar:
Não foi ninguém para a guerra
só sei que está a estudar...

O dia já está a raiar,
Salvé! É teu aniversário;
O primeiro fora do lugar
onde tinha o seu armário...

Um armário com o meu amor
trabalho e dedicação,
ofereço-lhe quadras em flor
e todo o meu coração!

Um grande beijinho
para o primogénito
Há semanas que não o vejo;
algures no Alentejo

25-09-2005

Azoriana

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