Soneto do Ocaso


Soneto do Ocaso

O Sol deixou-se cair rente à Ilha,
Sua graça alindou-se Graciosa!
A noite adivinha-se formosa
De tão perto vi ocaso maravilha.

O céu, terra e mar linda estampilha
Junto a mim só sombra silenciosa
Mas, lá a roda forma-se luminosa
Para dizer adeus à Terceira - Ilha.

Dá-se então contagem decrescente
Foge cada vez mais do meu olhar
Só me resta um sonho no poente.

E da ramagem calma cá do monte
Vi-te dizer adeus tão devagar...
És amor qu'embeleza o horizonte!








 


Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=5247


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