Olha para mim
dá-me uma alegria
para que eu durma tranquila
e me beijes o sono
na leveza da esperança
Estou tão absorta no meu silêncio
que por muito que eu queira
já perdi a febre do momento
da hora tão passageira.
Queria tanto ver a lua
nesta névoa destemperada
num ninho sem passarinho
numa rua de folhas caídas.
Queria ser a tua amada
passeando no jardim
O repouso do pensamento
no fundo do meu baú
porque tu não és tu
és apenas o que escrevo
num retalho do meu tempo.
© Azoriana
Retalho do meu tempo
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