Bruma
Trago nas veias o travo salgado
Deste mar que emerge
Sobre o rosto destas ilhas
Semeadas no oceano da saudade
Envoltas na candura desta bruma
Que tolda o olhar
Quando no horizonte
Se adivinha a tempestade
Sentindo-se este remar contra todas as marés
Este caminhar sobre águas
Sempre com o sorriso
Esboçado no rosto tisnado
Nove pedras envoltas em bruma
Nove dores
Nove silêncios
Nove sorrisos
Desta gente feliz
Mas com lágrimas
Nove luas te pariram
No doce ventre desta bruma
Que me envolve a alma
E me deixa sonhar
A cada amanhecer
Eugénia Vieira
(30-01-2005)
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