A "Migalha" do dia 5 de Janeiro



"As rosas são sempre bonitas. Mais em botão que muito abertas. No mercado, e hoje por bom preço, ninguém as compra se não em botão. O seu perfume, o seu encanto, prendem-nos. São delicadas sem deixarem de ser soberanas. São femininas, rainhas. E como tais merecem coroa. Ou são coroa muitas vezes, sobretudo brancas... Às vezes de oiro e também vermelhas. De sangue na cor tantas vezes, dos espinhos que ferem a mão de quem as colhe ou a fronte de quem coroam. Porque afinal não há rosa linda sem espinho fino.
Tal e qual a saudade. Tal e qual a mortificação. Tal e qual o amor. E porque será que as rosas de Inverno se sobrelevam a todas as demais rosas do ano, ainda que estas sejam maiores e mais formosas?
Serão apenas segredos da natureza?"

in Migalhas, Pe. Manuel Coelho de Sousa. Angra do Heroísmo, 1987, pág. 15.


Esta foi a página que li e reli do livro com uma explicação magnífica: "O Pão Nosso de cada dia partido aos pequeninos".
Um ANO de "Migalhas" dedicada ao povo da Vila de S. Sebastião, da Ilha Terceira.
Da introdução designada por "Aperitivo" a certa altura reza assim: "(...) no dia-a-dia do velho jornal - A União, se foram deixando estas simples migalhas de verdade e amor para conforto de possíveis leitores, que apreciam este Pão-Nosso divino e humano." - Coelho de Sousa
Vou continuar a ler a maravilha deste pequeno-grande livro que cabe na minha mão mas que contém "365 bocadinhos do pão da Verdade e da Vida". É bom saborear tais migalhas.
Um agradecimento especial a Dionísio Sousa por me dar a conhecer este "banquete de graça". Bem Haja!
Azoriana

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