Tolerância ZERO!

Andei, paguei, voltei!
Sentei-me à secretária e aparei o lápis.
Pensei cada silêncio...

Eu não vou escrever nada de meu
daquilo que podem pensar que sou
e afinal é pura sombra...
"Só estou bem onde não estou,
Eu só quero ir onde não vou".

Sou o EU,
descontente no traçado do lápis no reciclado.
Escrevo em penas,
a ideia,
o sonho,
a veia que me atinge... incerta...
a hora do fogo sem chama,
o minuto do sentido errado,
o segundo que permanece camuflado
no choro que ninguém viu.

É tudo tão enigmático.

Eu
mulher
onde estou?
para onde vou?

Lentamente,
tropeço
em sinais proibidos,
obrigatórios e mil perigos,
porque os informativos...
rezam-me na memória!

© Azoriana

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