Nada neste mundo é eterno,
Nem sempre dura a alegria,
O mal é um puro inferno,
O bem uma regra dia-a-dia...
Chega um momento na vida,
Condoeres que não se apagam,
Segue-se, cabeça erguida,
Há plantas que até se embargam...
Muros, folhas quase caídas,
Imagens, rostos em desalento,
Pressas, forças desmedidas,
Que atormentam o pensamento.
Há que renovar em alegria,
Há que fazer força e lutar,
Quero sorrir em novo dia,
É tão breve este navegar.
Desapego a coisas banais,
Fuga a seres inquietantes,
Onde estão preces semanais,
De vontades importantes!?
Olho o céu em noite escura,
Não vejo brilhar tal estrela,
Tamanho encanto e doçura,
Miragem de vida tão bela...
Um dia meu barco navega,
Em ondulado definitivo,
Será uma vela que desapega,
Um sonho ficará cativo...
Azoriana
Desapego!
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