Após uma pesquisa no motor de busca Google, com os termos "vocação; professor" surgiram-me alguns resultados. Concentrei a minha atenção num deles. Deixo aqui o título "Profissão: Professor" do autor Carlos Fontes, in "Navegando na Educação".
Abaixo um extracto da parte do texto que escolhi:
"Como todas as profissões, a de professor possuí algumas especificidades.
É ponto assente que a mesma requer dois tipos de qualificações:
- As "académicas" (os saberes e saberes-fazer que serão objecto de uma transmissão ou transferência);
- As "pedagógicas" (as metodologias e técnicas que utiliza para o exercício da sua actividade profissional).
Apenas as últimas qualificações são teoricamente exclusivas do professor. A forma como as adquiriu e a importância que lhes concede varia consoante o nível de ensino:
No ensino primário, como refere Philippe Perrenoud, as qualificações pedagógicas tendem a ser sobrevalorizadas em detrimento das qualificações académicas. No ensino secundário, pelo contrário as qualificações académicas tendem a ser proclamadas como nucleares, já que é nelas que os professores deste nível de ensino baseiam o seu prestígio e afirmação da sua autonomia. No ensino superior, as qualificações pedagógicas são desprezadas. Em resumo, quanto mais nos aproximamos dos níveis elevados do percurso escolar, mais são valorizadas as competências académicas em detrimento das competências pedagógicas.
A Educação para Freud faz parte do grupo das profissões impossíveis. O fim último da educação é ensinar a criança a dominar os seus impulsos, e por isso, o professor tem que inibir, proibir e reprimir. Porém, esta repressão traz consigo o perigo da doença neurótica. O professor vê-se assim perante um dilema insolúvel: escolher entre a repressão e a permissão, sabendo que em ambos os casos, afectará negativamente a criança. A única alternativa que lhe resta é tentar ajudar o aluno a sublimar o maior número possível dos seus desejos e a satisfazer apenas alguns, mas não todos. Mas a prática docente esbarra com outras graves limitações ao seu exercício. O professor está permanentemente a ser confrontado com a questão dos limites da sua influência sobre os alunos. A reacção destes está longe de ser controlada em todos os seus aspectos, sendo todavia esta em grande parte determinante para o seu êxito profissional. Neste aspecto uma formação profissional adequada não é só por si garantia sucesso profissional. O fracasso, como diz Philippe Perrenoud é constitutivo da profissão docente, mas o fracasso dos alunos é também o dos professores e do sistema educativo. Numa profissão técnica, a competência não exclui, nem o erro, nem o sucesso, mas um e outro são excepcionais. Nas profissões que trabalham com pessoas é preciso aceitar, como uma "inevitabilidade", os semifracassos ou mesmo os fracassos graves."
No meu fraco entender, o professor deve ter, sobretudo - Vocação (Acto pelo qual a Providência predestina toda a criatura racional a um fim determinado. Tendência, propensão ou inclinação natural para qualquer estado, profissão, ocupação. Disposição natural do espírito; índole. Talento; engenho.) e muita paciência, competência, honestidade e afectividade.
Os pais cada vez mais são solicitados a acompanhar a evolução escolar dos seus educandos. Existem Associações de Pais que ajudam nesse intercâmbio "casa-escola".
Mas agora pergunto eu:
- Terei que aprender os novos métodos de ensino?
- Não terá o Professor que me enviar, por escrito, se o meu educando tem dificuldades e a que nível?
- Ser Mãe é uma profissão? Ou Mãe é o laço afectivo que protege o filho até ele ganhar as suas próprias asas?
Azoriana
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