1
Anda por aí muita gente
A falar mal da vida alheia
E se não tomam cuidado
Ainda vão para a cadeia.
Mas que tema interessante
Meus olhos acabam de ler
Vou ver com muita atenção
Para bem poder responder.
2
As más línguas são veneno
Que se propaga sem parar
Contaminam tudo e todos
Estou aqui p'ra te alertar
Obrigado! Amigo Jorge
E até concordo consigo
Se não abrirmos bem os olhos
Perdemos o melhor amigo.
3
É nos ditos e mexericos
Que se criam as intrigas
Passam a vida a falar
Em enredos e mentiras.
Nada disso é estranho
Passa-se em qualquer lugar
O mundo está sofrendo,
É tempo de isso acabar.
4
E coitados dos inocentes
Sem terem culpa de nada
São motivo de censura<
Ditado por esta canalha.
Posso dizer com verdade
Que fico horrorizada,
Perante tal tragédia
Não se pode fazer nada.
5
A bisbilhotice afecta
Novos e velhos por igual
Passam a vida ao telefone
A provocar este mal.
As novas tecnologias
Facilitaram o esquema
Imaginem com "escutas"
Seria grande problema.
6
Fala-se deste e daquele
De fulana e sicrana
Fazem assim e assado
E assim nascem infâmias.
Fala-se de tudo e todos
Às palavras dão fartura
"Deuses devem estar loucos"
E com tamanha amargura.
7
Com ignomínia total
E vileza de espírito
Levam tudo para o torto
E anunciam-no com o riso
Claro que isso é afronta,
Precisa haver mudança,
Oxalá houvesse amor
Acabasse a ignorância
8
E quem o faz por má fé
Fá-lo também por prazer
Trocam o dito por não dito
E sai tudo a condizer.
Quantas e por quantas vezes
Fica um ser a bom soluçar,
Ouvindo barbaridades
Quantos corações vão maçar.
9
Sentimentos de revolta
E toda esta crueldade
Ainda que digam ser mentira
Todos dizem ser verdade.
Sinto que está inspirado
Tudo o que diz é verdade
"Mentira tem perna curta"
Mais vale a sinceridade.
10
Os boatos e rumores
Provocam um mal danado
Se ele se diz inocente
Todos o acham culpado.
É sempre preciso provas
Quanto a um falatório,
Vale mais estar calado
Não ser difamatório.
11
Aqui nesta desgarrada
Que isto sirva de lição
Antes falar a verdade
Do que dizer tudo em vão.
Pensam ser uma utopia
"Amar como Jesus Amou"
Cada vez é mais difícil:
Mas foi Ele que nos libertou.
12
Se não sabes a verdade
Cala a boca parvalhão
Mete-te na tua vida
E não abras o "Porão".
Resta-me agora despedir
Longa vai esta desgarrada,
- Tentemos nunca difamar
Mais vale boca calada.
-FIM-
Jorge Gonçalves (Arauta Graciosense)
Azoriana
7 de Outubro de 2004
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