És extravagante,
não passas de errante!
Olhas?
Nem vês!
Finges que não lês...
Parte-se a razão,
falta-te sentimento,
mas ainda apelas ao vento,
mas o vento afugenta-se.
Tua mão receosa,
enfeitada com tinta rosa,
ajuda-te a desenhar....
Mas, nem sabes o que revelará,
está mesmo extravagante,
nem sinal de vida.
Teu desenho é abstracto
ou falta-lhe o doce tacto?
Querias que fosse um retrato!?
Fugiu de ser sensato.
Azoriana
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