O poema do filho de um amigo

"Leão"

O seu andar é leve e lento.
Pudera, é escanzelado!
O seu olhar
Meigo e doce.

Seu pêlo escuro se confunde,
Com os sacos de lixo espalhados
Onde procura o que os outros têm,
Garantido e enlatado.

Que sorte a dele, dorme ao relento!
Tem a beira da escada,
Como almofada.
Há quanto tempo é fofo e lento,
E tem idade indeterminada?

É cão velho - na rua.
É Cão novo, em casa e no meu coração.
Quem o escorraçou por ser cão
Inveja a sua liberdade.

Quem o ama por ser o "Leão"???
Eu
Ricardo Flores.

25 - Maio -2004

"Coisas da Vida"

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