Chorai, arcadas
do violoncelo!
Convulsionadas
Pontes aladas
de pesadelo...
De que esvoaçam
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trémulos astros...
Soidões lacustres...
- Lemos e mastros...
E os alabastros...
Dos balaústres.
Urnas quebradas,
Blocos de gelo...
- Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo!
Autor: Camilo Pessanha
Violoncelo - in "Lumen", Revista de Cultura do Clero, Maio, 1967, página 425.
Nota: Encontrei esta revista numa casa em Santo Amaro do Pico, desabitada, de um pároco, e meus olhos descobriram este Poema que logo me cativou.
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