A fé que cobre Setembro,
P'rós lados que bem me lembro
Incendeia os caminhos
Que levam os peregrinos
A cantar suaves hinos
À Mãe desses pergaminhos.
Um sentimento profundo
Revolve todo este mundo
Com um dom celestial.
Por vezes, na corda bamba,
A sorte vira, descamba,
Numa luta desigual.
O amor da Mãe nos salva
E sua ternura é alva
Ao ponto de iluminar;
Os caminhos tortuosos
Viram raios luminosos
Para nos fazer pensar.
Quando a Serreta nos chama
Na voz da Mãe que nos ama,
Afinamos a audição:
Dos ecos desse chamado
O canto sai apressado
Numa dupla oração.
E se Ela não reprova
E até nos põe à prova
Em cenários da vida,
É disso que nos valemos,
O caminho percorremos,
Pela graça conseguida.
Mesmo p'ra quem não é crente
Colhe dos versos semente
Pra colorir o seu dia.
Qual o filho que à Mãe
Deixa de querer o bem
E não diz: Avé Maria!?
Rosa Silva ("Azoriana")
Avé Maria!
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