Horas íntimas



Não vou desenhar horas de ferrugem,
Mesmo qu'elas me assustem em sonho
Ninguém as lerá - o submerso é medonho!
Deixam marcas na última viagem...

Só o corpo se fixa nesta bagagem,
Neste pensar invulgar, suponho
Ser tema pr'os viventes. Enfadonho?!
Ninguém fica alheio à embalagem.

Entenda-se o fim lúgubre morada,
Que na terra por homens desenhada,
É o deserto feito por medida.

Que bom será um sopro sem aviso:
Se formos de encontro ao paraíso!...
Encontro d'Amor com o Deus da Vida!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=5475


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